Missão da ONU na Somália começa mandato de apoio à segurança e democracia no país

Chefe da nova missão, Nicholas Kay, chegou à capital afirmando que espera que uma eleição nacional seja realizada em 2016, apesar dos enormes desafios.

Chefe da Missão da ONU na Somália (UNSOM), Nicholas Kay (à direita), com o primeiro-ministro Abdi Farah Shirdon, em uma coletiva de imprensa conjunta em Mogadíscio. Foto: UA-ONU IST/Stuart Price

Chefe da Missão da ONU na Somália (UNSOM), Nicholas Kay (à direita), com o primeiro-ministro Abdi Farah Shirdon, em uma coletiva de imprensa conjunta em Mogadíscio. Foto: UA-ONU IST/Stuart Price

O chefe da nova Missão de Assistência das Nações Unidas na Somália (UNSOM), Nicholas Kay, chegou nesta segunda-feira (3) à capital do país, Mogadíscio, para o início das operações da Missão, que foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU no mês passado.

A UNSOM apoiará construção do Estado e da paz, com foco na boa governança, reforma do setor da segurança, Estado de Direito e direitos humanos, oferecendo “bons ofícios” para a mediação e reconciliação política e coordenação da assistência internacional.

A Somália tem sofrido com diversos conflitos entre facções desde 1991, mas recentemente fez progressos rumo à estabilidade. Em 2011, os insurgentes islamitas do Al-Shabaab se retiraram de Mogadíscio e, no ano passado, surgiram novas instituições governamentais.

“Este é um momento histórico para a Somália”, disse Kay. “O povo da Somália tem, com razão, grandes expectativas. Precisamos sonhar alto. Aguardamos com esperança uma eleição nacional em 2016. Os desafios são enormes, mas temos que trabalhar duro para aproveitar o momento.”

A Missão, que começou nesta segunda seu mandato inicial de 12 meses, vai unificar a ação da ONU no país, incorporando o trabalho do Escritório Político da ONU para a Somália (UNPOS) e do Escritório de Apoio das Nações Unidas para a AMISOM (UNSOA), que apoiou a Missão da União Africana na Somália (AMISOM) desde a sua criação, em 2007.