Missão da ONU na RD Congo intensifica patrulhas após assassinato de coronel do Exército nacional

Cidadãos protestam contra morte do comandante Mamadou Moustapha Ndala. Chefe das Nações Unidas no país, Martin Kobler condena emboscada que também matou mais três soldados.

Soldado da missão de paz da ONU na RD Congo. Foto: ONU/Sylvain Liechti

A força de paz da ONU na República Democrática do Congo (RDC) intensificou as patrulhas na província de Kivu do Norte, onde cidadãos protestam contra a emboscada que matou o coronel Mamadou Moustapha Ndal e mais três soldados do Exército do país. A informação foi confirmada na sexta-feira (3) pelo porta-voz da Missão das Nações Unidas para a Estabilização na RDC (MONUSCO).

Segundo chefe da missão, Martin Kobler, o coronel era um líder militar “dinâmico e corajoso”. O representante da ONU condenou os assassinatos e lembrou da contribuição do coronel Ndala para a paz e a segurança do país, destacando a determinação da Organização em apoiar os cidadãos congoleses.

“Este ato não vai enfraquecer de maneira nenhuma a firme determinação da MONUSCO de lutar contra as forças negativas onde quer que elas estejam e seja quais forem as suas motivações”, afirmou Kobler em nota no dia 2.

Nas últimas semanas, os soldados da força de paz da ONU, comandados pelo general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, ajudaram as Forças Armadas congolesas a retomar o controle de uma cidade na mesma região após ataque de um grupo rebelde ugandense que deixou dezenas de mortos.

De acordo com mandato estipulado pelo Conselho de Segurança da ONU, a MONUSCO deve apoiar as Forças Armadas do país em operações contra grupos rebeldes. Maior força de paz da Organização e única a ter uma brigada de intervenção, que tem autorização para atuar em ações direcionadas sem os militares congoleses, a missão pode usar helicópteros de ataque e aviões não tripulados para garantir a proteção de civis.