Missão da ONU condena ataque mortal em escritório eleitoral em Cabul

A dez dias da realização das eleições presidenciais, o ataque ao Comissão Eleitoral Independente afegã é o último de uma série de recentes incidentes violentos.

A Comissão Eleitoral Independente do Afeganistão (IEC) organizou um seminário de um dia para incentivar a participação dos civis nas eleições presidenciais e do Conselho Provincial, que acontecerá no dia 5 de abril de 2014. Foto: UNAMA/Fardin Waezi

A Comissão Eleitoral Independente do Afeganistão (IEC) organizou um seminário de um dia para incentivar a participação dos civis nas eleições presidenciais e do Conselho Provincial, que acontecerá no dia 5 de abril de 2014. Foto: UNAMA/Fardin Waezi

As Nações Unidas condenaram nesta terça-feira (25) um ataque mortal em um escritório da Comissão Eleitoral Independente afegã (IEC), em Cabul, a menos de duas semanas antes da realização de eleições presidenciais e provinciais.

“O IEC e seus trabalhadores civis estão realizando um serviço público, para que os afegãos possam votar. É repreensível que tenham sido alvos deliberados”, disse Nicholas Haysom, vice-representante especial do secretário-geral para o Afeganistão, em um comunicado.

Há relatos de que há civis entre os mortos do incidente. O Talibã já teria assumido a responsabilidade pelo atentado. De acordo com relatos da imprensa, um terrorista suicida detonou seu veículo próximo do escritório eleitoral, enquanto outros dois homens armados invadiram o prédio.

A Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA) reiterou que tais ataques contra os civis são graves violações do direito humanitário internacional e podem constituir como crimes de guerra.

O ataque à Comissão é o último de uma série de recentes incidentes violentos – incluindo um ataque mortal em um hotel na capital e um atentado suicida de um mercado em Faryab – antes das eleições de 5 de abril, que levará ao país a primeira transferência democrática de poder.

“Estas são eleições extremamente importantes para o Afeganistão”, disse Haysom, que é também o chefe interino da UNAMA. “Os afegãos de todas as partes do país devem ter a mesma oportunidade de ter sua opinião sobre a direção futura do seu país.”

A Missão saudou os esforços do IEC e de agências de segurança afegãs que estão criando condições para permitir a mais ampla participação possível dos civis nas próximas eleições.

“Os afegãos querem votar e ter a chance de mudar o seu destino nacional”, disse Haysom. “Eles têm o direito de votar e, para aqueles afegãos que acreditam que têm o dever patriótico de participar das eleições, deve ser dado a oportunidade para fazê-lo.”

Notando que a segurança continua a ser um desafio para alcançar a meta de uma eleição, inclusive, ele ressaltou que os esforços por parte das forças de segurança afegãs continuam, reforçando assim a segurança dos candidatos, funcionários eleitorais e eleitores, que são vitais.

“Isto é tão importante”, acrescentou ele, “que o IEC e a Comissão Independente de Reclamações Eleitorais estão tomando todas as medidas possíveis para tranquilizar aqueles afegãos que fazem a escolha nobre de participar e ter seu voto respeitado”.