Missão da ONU avaliará denúncias de combate que teria deixado mais de 100 mortos no Sudão do Sul

De acordo com relatos da imprensa, grupo estava migrando para o norte para as zonas úmidas, com gado, quando foram atacadas por uma força armada.

Gado em um acampamento no estado de Jonglei, no Sudão do Sul. Foto: ONU/Tim McKulka.

A missão de paz das Nações Unidas no Sudão do Sul enviou na segunda-feira (11) uma equipe para investigar relatos de que mais de 100 pessoas foram mortas e muitas outras feridas em um ataque de gado na parte oriental do país.

“A Missão da ONU no Sudão do Sul [UNMISS] recebeu informações de autoridades locais de Walgak, na região oeste de Akobo, de que um ataque ocorreu na sexta-feira, 8 de fevereiro, na área de Manitor”, disse o porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Martin Nesirky, a jornalistas em uma coletiva em Nova York.

De acordo com relatos da mídia, pessoas de Walgok estava migrando para o norte para as zonas úmidas, com gado, quando foram atacadas por uma força armada. Essa informação não foi confirmada pela Missão das Nações Unidas.

A equipa de investigação, que inclui o pessoal da ONU e funcionários do Governo do Sudão do Sul, vai “investigar, obter informações precisas, avaliar as necessidades da população afetada e determinar o que deve ser exigido pelas autoridades sul-sudanesas para resolver a situação”, adicionou o porta-voz.

Como parte de seu mandato no país, a UNMISS investiga denúncias de abusos de direitos humanos e apoia os esforços para proteger os civis. A Missão tem sido ativa na consolidação da paz e da segurança, ajudando a estabelecer as condições para o desenvolvimento no mais novo país do mundo, desde que o Sudão do Sul se tornou independente do Sudão em julho de 2011.