Minoria cristã sofre com perseguições e discriminação no norte do Iraque, alerta ONU

Centenas de famílias fugiram de Mosul neste fim de semana, antes do prazo dado pelo ISIL – 19 de julho – para que os cristãos deixassem a cidade.

Esta família cristã iraquiana fugiu da cidade de Qaragosh, a 30 km de Mosul, em junho de 2014. Foto: IRIN/Louise Redvers

O Conselho de Segurança das Nações Unidas denunciou a perseguição a cristãos e a outras minorias no norte do Iraque, lar de comunidades minoritárias durante centenas de anos, até se transformarem em alvo do grupo conhecido como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS) e seus aliados.

Após reunião nesta segunda-feira (21), o Conselho condenou “nos termos mais fortes a perseguição sistemática de indivíduos de populações minoritárias e daqueles que se recusam a aceitar a ideologia extremista do ISIS”.

Centenas de famílias fugiram de Mosul neste fim de semana, antes do prazo dado pelo ISIS – 19 de julho – para que os cristãos deixassem a cidade, ficarem na região e pagarem impostos, se convertessem ao islamismo, ou encarassem a morte.

Há também relatos de que as casas de alguns moradores de Mosul foram marcadas, e que seriam as residências de famílias cristãs, xiitas ou Shabak.

Desde junho, quando os conflitos começaram no norte do Iraque, mais de 1,2 milhão de pessoas fugiu de suas casas. No total, cerca de 2,2 milhões de pessoas estão deslocadas dentro do Iraque, incluindo um milhão de pessoas já procuram refúgio no país, como resultado do conflito sírio e conflitos anteriores.