Ministros e autoridades reúnem-se em Genebra para eleger novo(a) diretor(a) da OMS

Diretora-geral da OMS, Margaret Chan, durante a 67ª Assembleia Mundial da Saúde. Foto: OMS/V. Martin

Ministros e autoridades de saúde de 194 países participam a partir desta segunda-feira (22) da 70ª Assembleia Mundial da Saúde, que ocorre até 31 de maio em Genebra, na Suíça.

Durante o encontro, buscarão estabelecer ações para responder às emergências em saúde, abordar a resistência antimicrobiana e assegurar o acesso a medicamentos e vacinas, entre outros temas. Neste ano, também haverá a eleição do novo diretor ou diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Assembleia Mundial da Saúde é o órgão máximo de tomada de decisão da OMS. Sua principal função é determinar as políticas da Organização, nomear o diretor ou diretora-geral, supervisionar as políticas financeiras e rever e aprovar o orçamento.

A região das Américas participará com uma delegação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional para as Américas da OMS, encabeçada por sua diretora, Carissa F. Etienne. Também estarão presentes delegações de cada país-membro do organismo nas Américas.

Além disso, a OPAS instalará um estande no Palácio das Nações, onde a Assembleia será realizada, para compartilhar informações sobre o trabalho regional em saúde, com ênfase especial nas ações a serem tomadas para avançar rumo à saúde universal.

Durante a Assembleia, as delegações abordarão temas como a reposta a emergências de saúde, a resistência antimicrobiana, o acesso a medicamentos e vacinas, assim como um plano de ação global de vacinas.

Também debaterão sobre a saúde de refugiados e migrantes, uma resposta global para o controle de vetores e temas relacionados às doenças não transmissíveis, como a demência, a dimensão de saúde pública do problema global das drogas, a perda de audição e a obesidade infantil, entre outros temas.

Na terça-feira (23), os delegados dos países elegerão o novo diretor ou diretora-geral da OMS, que assumirá o cargo de Margaret Chan, que está há dez anos à frente da Organização.

Os representantes dos países também receberão relatórios técnicos sobre o alcance das vacinas, oportunidade na qual Etienne, diretora da OPAS, abordará os êxitos alcançados pela região em matéria de doenças preveníveis por vacinação. Os outros relatórios técnicos se referem à saúde universal e a saúde e meio ambiente.

Por sua parte, os ministros da Saúde das Américas terão uma instância para discutir a Agenda de Saúde Sustentável 2030 para a região, que se alinha aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

Em paralelo à assembleia, as delegações das Américas promovem vários eventos para discutir questões de saúde pública, como ataques a profissionais de saúde; saúde e direitos humanos das mulheres, adolescentes e crianças; a agenda global para a segurança da saúde; o papel dos reguladores em emergências de saúde global; acesso aos medicamentos; combate às doenças negligenciadas; e saúde dos olhos, entre outras.

Assista aqui a transmissão ao vivo da assembleia.

Reunião em Berlim

Os ministros da Saúde dos países do G20 reuniram-se pela primeira vez em Berlim, na Alemanha, na semana passada (20), para discutir uma resposta global coordenada aos desafios na área da saúde em todo o planeta. Os países-membros reafirmaram seu compromisso de colocar em prática a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável nos setores de saúde e desenvolvimento.

A saúde é um tema-chave para os três principais pilares da presidência alemã do G20 — construir resiliência, melhorar a sustentabilidade e assumir responsabilidades.

As preocupações relativas à saúde global, como os surtos de doenças infecciosas e a resistência antimicrobiana, foram os principais tópicos de discussão, dado o seu grave impacto sobre a vida e o bem-estar de milhões de pessoas, bem como sobre a economia global.

De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), o papel do G20 será crucial para desenvolver ações concertadas com objetivo de combater o HIV nos países do grupo — onde 15,4 milhões de pessoas vivem com o HIV e quase 1 milhão se infectaram com o HIV em 2015 — bem como para defender a solidariedade global a fim de acelerar o progresso global.

Atualmente, os países do G20 fornecem 84% do total da assistência oficial ao desenvolvimento para a AIDS em países de baixa e média renda.