Militares brasileiros treinarão soldados de operação de paz na República Democrática do Congo

O Brasil enviará peritos militares para treinar o primeiro grupo especial de capacetes-azuis autorizado pela ONU a realizar operações ofensivas para neutralizar e desarmar grupos rebeldes na República Democrática do Congo.

As forças brasileiras serão enviadas da Amazônia para apoiar a Brigada de Intervenção, que combate milícias que “ameaçam a autoridade do Estado e a segurança civil” em Beni, no leste do país. Nessa área, atua o grupo armado ADF, enquanto no país existem 70 grupos armados em atividade.

A informação foi dada à ONU News, em Nova Iorque, pelo comandante da Missão da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO), o general brasileiro Elias Rodrigues Martins Filho, que lidera mais de 15 mil militares, de 49 países.

Brigada de Intervenção atua na área de Beni com militares de Malauí, Tanzânia e África do Sul. Foto: MONUSCO/FIB/Mohammed Mkumba

Brigada de Intervenção atua na área de Beni com militares de Malauí, Tanzânia e África do Sul. Foto: MONUSCO/FIB/Mohammed Mkumba

O Brasil enviará peritos militares para treinar o primeiro grupo especial de capacetes-azuis autorizado pela ONU a realizar operações ofensivas para neutralizar e desarmar grupos rebeldes na República Democrática do Congo.

As forças brasileiras serão enviadas da Amazônia para apoiar a Brigada de Intervenção, que combate milícias que “ameaçam a autoridade do Estado e a segurança civil” em Beni, no leste do país. Nessa área, atua o grupo armado ADF, enquanto no país existem 70 grupos armados em atividade.

A informação foi dada à ONU News, em Nova Iorque, pelo comandante da Missão da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO), o general brasileiro Elias Rodrigues Martins Filho, que lidera mais de 15 mil militares, de 49 países.

Comandante das forças da MONUSCO, o general brasileiro Elias Rodrigues Martins Filho. Foto: ONU News

Comandante das forças da MONUSCO, o general brasileiro Elias Rodrigues Martins Filho. Foto: ONU News

“Estamos desdobrando, agora em julho, um grupo de especialistas brasileiros em operações na selva vindos diretamente da Amazônia, do nosso centro de operações na selva, para realizar durante seis meses atividades de treinamento junto a essa Brigada de Intervenção”, disse.

“(Essas atividades de treinamento) focarão, num primeiro momento, na parte de planeamento, mas também na parte de táticas e técnicas operacionais. Esperamos, com isso, dar suporte maior à Brigada de Intervenção, que é uma das brigadas que têm a missão mais difícil na área de operações.”

A Brigada de Intervenção é composta por militares de Malauí, Tanzânia e África do Sul que combatem as hostilidades na região oriental congolesa.

O general revelou ainda que condições florestais parecidas entre territórios congoleses e a região amazônica, no Brasil, são parte dos motivos que levaram a apostar em especialistas brasileiros para o sucesso dessa missão.

“São selvas equatoriais com o mesmo clima, a mesma densidade, o mesmo tipo de árvores etc. Então, as similitudes entre uma região e outra nos ajudam bastante a fazer com que o nosso treinamento possa ser muito bem aproveitado nas operações que estão sendo realizadas no Congo.”

Após as eleições de dezembro, o Conselho de Segurança recomendou uma revisão da estratégia da MONUSCO para permitir uma saída gradual, progressiva e abrangente das forças internacionais. Há várias décadas, a República Democrática do Congo enfrenta conflitos que causam instabilidade política e violações dos direitos humanos.

As forças internacionais que atuam no país também protegem os trabalhadores humanitários de atos hostis que acontecem em duas áreas afetadas pela crise de ebola. Nessas regiões, foram registrados ataques de grupos armados contra a população e centros especializados no tratamento da doença.