‘Milhares de civis podem deixar Mossul, no Iraque, nas próximas semanas’, alerta funcionária da ONU

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De acordo com estimativas das Nações Unidas, cerca de meio milhão de pessoas ainda permanecem em áreas controladas por membros do ISIL no oeste de Mossul, incluindo 400 mil na parte antiga, que é densamente povoada.

Famílias fugindo dos combates em Mossul, no Iraque. Foto: IRIN / Tom Westcott

Famílias fugindo dos combates em Mossul, no Iraque. Foto: IRIN / Tom Westcott

A coordenadora humanitária da ONU, Lise Grande, alertou na segunda-feira (17) que 493 mil pessoas fugiram de Mossul, no Iraque, desde o início das operações militares para a retomada da cidade, há seis meses.

Ela afirmou que milhares de iraquianos ainda podem deixar a região nas próximas semanas, colocando os procedimentos de assistência humanitária nos “limites operacionais”.

De acordo com estimativas da ONU, cerca de 500 mil pessoas ainda permanecem em áreas controladas por membros do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) no oeste de Mossul, incluindo 400 mil na cidade antiga, que é densamente povoada.

Lise disse que as organizações humanitárias estão trabalhando intensamente para expandir os abrigos de emergência e acampamentos para receber as pessoas que possam deixar a cidade nos próximos dias.

Cerca de 1,9 milhão de pessoas receberam assistência desde outubro do ano passado. Os parceiros da ONU conseguiram entregar água, comida, tendas, produtos de emergência e apoio médico, além de ajuda psicossocial.

“Estamos chegando às famílias que fugiram e às que ficaram, mas Mossul nos empurrou para nossos limites operacionais”, afirmou.

De acordo com a funcionária da ONU, civis em Mossul enfrentam muitos riscos, sendo alvo de atiradores e de ataques de artilharia. As famílias estão ficando sem qualquer tipo de suprimento; há escassez de remédios; e o fornecimento de água foi cortado.

Lise lembrou que, no âmbito do direito humanitário internacional, todas as partes do conflito estão obrigadas a fazer o possível para proteger a população, assegurar a entrega de ajuda e limitar os danos à infraestrutura civil.

“Nada é mais importante que proteger os civis”, frisou.


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