Migrantes no Iêmen vivem situação ‘terrível e desumana’, diz agência da ONU

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Após visita ao Iêmen, o diretor de Operações e Emergências da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Mohammed Abdiker, alertou nesta semana (8) que estrangeiros que chegam ao país vivem uma “situação desumana e terrível”. Em 2017, quase 100 mil indivíduos chegaram ao território iemenita, palco da “pior crise humanitária do mundo”, lembrou o especialista da agência da ONU.

OIM ajuda grupo de etíopes a retornar para casa. Migrantes decidiram deixar o Iêmen após chegar ao país. Foto: OIM

OIM ajuda grupo de etíopes a retornar para casa. Migrantes decidiram deixar o Iêmen após chegar ao país. Foto: OIM

Após visita ao Iêmen, o diretor de Operações e Emergências da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Mohammed Abdiker, alertou nesta semana (8) que estrangeiros que chegam ao país vivem uma “situação desumana e terrível”. Em 2017, quase 100 mil indivíduos chegaram ao território iemenita, palco da “pior crise humanitária do mundo”, lembrou o especialista da agência da ONU.

Desde 2014, o Iêmen vive uma guerra civil entre os Houthi e uma coalizão de países liderada pela Arábia Saudita. O conflito armado destruiu a nação e deixou três quartos da população iemenita — cerca de 22,2 milhões de pessoas — precisando urgentemente de assistência humanitária. Aproximadamente 8,4 milhões de indivíduos não sabem se terão o que comer na próxima refeição.

Atualmente, cerca de 7 mil migrantes entram por mês no país. A maioria, segundo a OIM, sonha em viver nas nações do Golfo, especialmente a Arábia Saudita. Em 2017, o organismo das Nações Unidas ajudou cerca de 2,9 mil migrantes e refugiados a voltar para os seus países de origem — 73% eram somalis; 25%, etíopes; e 2%, de outras nacionalidades.

Abdiker lembrou o incidente no ano passado em que dezenas de adolescentes etíopes e somalis foram forçados a entrar no mar por contrabandistas. Muitos se afogaram. Para o representante da OIM, o choque da comunidade internacional com o episódio “nunca se traduziu em maior proteção para outros jovens”.

De acordo com a agência da ONU, ao recorrerem a traficantes, os migrantes ficam vulneráveis a abuso físico e sexual, tortura, detenção arbitrária, trabalho forçado e homicídio. Segundo Abdiker, pessoas são tratadas “apenas como uma mercadoria para os contrabandistas, algo para ganhar dinheiro rápido e fácil”.


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