Migrantes encontram novas oportunidades de vida no Brasil; vídeo

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O Brasil é o lar de cerca de 1,2 milhão de migrantes. No Rio de Janeiro, um negociante do Líbano e um estudante do Benim encontram novas oportunidades de vida. Um veio em busca trabalho e ao encontro de parte da família. O outro veio cursar Medicina, pois sonha em voltar a sua terra natal para melhorar os serviços de saúde do país de origem.

As Nações Unidas lembram neste domingo (18) o Dia Internacional dos Migrantes. A data chama atenção para as contribuições que esses indivíduos levam aos países que escolheram como seu novo lar. No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem como migrantes, segundo dados do Ministério da Justiça. Pouco mais de 20% desse contingente é de portugueses, seguidos por bolivianos (7,4%), japoneses (7%), haitianos (6,1%) e italianos (6%).

Os outros 52% são de estrangeiros que vieram de outros países. É o caso de Toufic Sabah Fares que, em 2008, decidiu deixar o Líbano, sua terra natal, para buscar melhores oportunidades de trabalho no Brasil, onde foi acolhido por uma parte de sua família que mora no Rio de Janeiro há mais tempo. Na capital fluminense, ele lidera negócios de varejo e alimentação no centro da cidade, na região conhecida como Saara.

Também no Rio, Giresse Acakpovi, do Benim, pode ser visto pelos corredores do hospital universitário Gaffrée e Guinle, no bairro da Tijuca. O rapaz é estudante de Medicina da Universidade Federal do estado, a UNIRIO. Aos 32 anos, ele está concluindo o quinto ano do curso e espera levar o conhecimento que adquiriu no Brasil para seu país de origem.

Giresse é um dos participantes do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), uma iniciativa dos Ministérios brasileiros da Educação e das Relações Exteriores para oferecer vagas no ensino superior a cidadãos de nações em desenvolvimento.

O beninense fez parte do primeiro grupo de jovens do seu país a vir para o Brasil, em 2008. A primeira leva trouxe para cá nove estudantes. Hoje, cerca de 450 universitários do Benim fazem seus estudos por aqui. Giresse lidera a Associação de Estudantes Beninenses no Brasil, criada para prestar assistência aos que recém-chegados.

ONU pede mais oportunidades para migrantes

Em mensagem para o Dia Internacional, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ressaltou que “cada migrante é um ser humano com direitos humanos”, que não devem ser violados por discriminação e xenofobia. O dirigente máximo das Nações Unidas pediu uma resposta sustentável dos Estados-membros aos movimentos massivos de pessoas que deixam seus países de origem por causa de guerras ou em busca de melhores oportunidades de vida.

Uma solução, segundo Ban, é expandir os canais legais para a migração segura, incluindo para reunificação familiar e mobilidade de trabalho em todos os níveis de qualificação, bem como oportunidades educacionais para crianças e adultos. Saiba mais aqui.

UNESCO pede defesa dos direitos humanos

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, disse por sua vez que a piora das condições dos movimentos de migrantes e refugiados em todo o mundo, assim como o aumento alarmante do número de mortes relacionadas a esses movimentos, pedem novas ações para fortalecer a solidariedade mundial e a proteção dos direitos humanos dessas pessoas.

Segundo ela, essa foi a mensagem transmitida pela Cúpula Humanitária Mundial, pela Cúpula das Nações Unidas para Refugiados e Migrantes, e por sua Declaração de Nova York. “Agora, o mundo deve agir”, disse em mensagem para a data.

“A proteção dos direitos humanos e da dignidade de migrantes e refugiados é uma emergência humanitária e um imperativo para o desenvolvimento – assim como uma condição para a construção de um mundo mais justo, mais pacífico e mais sustentável”, declarou. “Neste Dia Internacional dos Migrantes, eu chamo os Estados-membros para que renovem a promessa da Agenda 2030 de não deixar ninguém para trás”, completou.


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