Metrô de Brasília ganha vagão especial em homenagem à preservação da água

Com o objetivo de promover a conscientização sobre o uso sustentável da água e incentivar o contato com a natureza, o ICMBio, a Embaixada do Canadá e a ONU Meio Ambiente, em parceria com o Metrô-DF, inauguraram vagão adesivado com informações sobre a importância da água e sobre o papel do Parque Nacional de Brasília para sua preservação, trazendo em forma de arte os importantes elementos da fauna e flora do Cerrado.

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A água é a chave para o desenvolvimento sustentável. Porém, à medida que a população mundial cresce, a demanda pelos recursos hídricos aumenta e o acesso à água limpa e potável diminui.

Com o objetivo de promover a conscientização sobre o uso sustentável da água e incentivar o contato com a natureza, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Embaixada do Canadá e a ONU Meio Ambiente, em parceria com o Metrô-DF, inauguraram no final da semana passada, na capital federal, um vagão adesivado com informações sobre a importância da água e sobre o papel do Parque Nacional de Brasília para sua preservação, trazendo em forma de arte os importantes elementos da fauna e flora do Cerrado.

Denise Hamú, representante da ONU Meio Ambiente, lembrou que há atualmente uma crise hídrica “sem precedentes”.

“Até 2050, 3 bilhões de indivíduos viverão em áreas com escassez severa de água, seja por causa das mudanças do clima, poluição, degradação ambiental, superexploração das reservas subterrâneas, falta de saneamento ou uso ineficiente da água. Com esta ação no metrô, convidamos brasilienses e visitantes da capital federal a refletir sobre o que cada um pode fazer para contribuir com a conservação dos parques nacionais e a preservação dos recursos hídricos para as futuras gerações. A nossa sobrevivência depende da saúde do planeta, e só temos um para cuidar”, destacou Denise.

O embaixador do Canadá no Brasil, Riccardo Savone, afirmou que o Canadá se uniu à iniciativa para destacar o quão valioso é um recurso natural.

“Os ecossistemas saudáveis desempenham um papel fundamental na conservação da natureza e sua proteção e preservação requer colaboração transfronteiriça – países, cidades, empresas e cidadãos que trabalham por uma causa comum”, destacou Riccardo.

“É por isso que o Canadá se comprometeu a trabalhar em conjunto para conservar pelo menos 17% das áreas terrestres e águas do interior do Canadá até 2020. É necessária uma ação global para conter as perdas dos recursos naturais do nosso planeta que são insubstituíveis. Portanto, sua destruição é um caminho sem volta. Nosso meio ambiente continuará nos proporcionando recursos enquanto nós e todas as pessoas do mundo fizermos nossa parte.”

A iniciativa acontece no mesmo período do Fórum Mundial da Água, quando os olhos da mídia internacional estarão em Brasília, para inserir na agenda de debates a importância dos parques nacionais e das unidades de conservação no abastecimento de água do campo e das cidades.

A proposta é fruto de uma parceria que vem sendo desenvolvida desde o ano passado pelas instituições quando lançaram, no Dia Mundial do Meio Ambiente, o desafio de fotografia #EstouComANatureza.

O autor da foto mais marcante e criativa, o mineiro Maurício Brasili, ganhou uma viagem para a capital, onde fez um passeio guiado ao Parque Nacional de Brasília, para uma sessão de fotos. As imagens resultantes dessa visita são algumas das que estampam atualmente o vagão do metrô recém-inaugurado.

O vagão mostra fotos do Parque Nacional de Brasília, também conhecido como “Água Mineral”, administrado pelo ICMBio, que abriga mais de 20 espécies ameaçadas de extinção e protege mananciais que abastecem 25% da população do Distrito Federal e 75% no Plano Piloto.

“A unidade de conservação nasceu da necessidade de proteger os rios fornecedores de água potável à capital federal e manter a vegetação em estado natural”, explica a chefe da unidade de conservação do ICMBio, Juliana Alves.

Segundo ela, além do serviço ecossistêmico prestado pelo Parque, o espaço se estabelece na região como uma importante fonte de lazer e contato com a natureza. Em 2017, recebeu mais 222 mil visitantes, sendo a 9ª unidade de conservação mais visitada do ano no Brasil.