Metas da ONU são resposta contra as desigualdades e privilégios, defende CEPAL

Em encontro global de institutos de formação de diplomatas, no Chile, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, defendeu que países incorporem a Agenda 2030 da ONU em seus planos nacionais de desenvolvimento. Objetivos das Nações Unidas, segundo a dirigente, são uma resposta da comunidade internacional para enfrentar disparidades econômicas, sociais e ambientais.

Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL ao lado de Juan Somavía, diretor da Academia Diplomática do Chile. Foto: Academia Diplomática do Chile/Ximena Puccio

Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL ao lado de Juan Somavía, diretor da Academia Diplomática do Chile. Foto: Academia Diplomática do Chile/Ximena Puccio

Em encontro global de institutos de formação de diplomatas, no Chile, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, defendeu que países incorporem a Agenda 2030 da ONU em seus planos nacionais de desenvolvimento. Objetivos das Nações Unidas, segundo a dirigente, são uma resposta da comunidade internacional para enfrentar disparidades econômicas, sociais e ambientais.

“Devemos mudar o rumo do diálogo entre Estado, mercado e sociedade”, alertou Bárcena, para quem a desigualdade é um desafio estrutural. De acordo com a chefe do organismo regional, países latino-americanos e caribenhos precisam abandonar o que descreveu como “uma cultura de privilégios” e garantir o direito ao desenvolvimento para todos.

Para a dirigente, são necessárias políticas econômicas capazes de gerar uma mudança progressiva e profunda, criando melhores empregos, aumentando a produtividade e melhorando a distribuição dos postos de trabalho. Bárcena enfatizou a importância de promover a participação plena das mulheres na sociedade.

A secretária-executiva da CEPAL defendeu o fortalecimento da cooperação multilateral. “Um sistema multilateral aberto ao comércio com redução de assimetrias produtivas e tecnológicas favorece a criação de empregos nas economias em desenvolvimento e dilui as tensões políticas” dos processos migratórios, avaliou Bárcena, que lembrou que, na América Latina e Caribe, 30 milhões de pessoas — ou 4% da população regional — não vivem em seus países de origem.