Metade dos países não tem um plano de segurança cibernética, diz agência da ONU

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Apenas metade dos países tem uma estratégia de segurança cibernética ou está em processo de desenvolvê-lo, relatou a União Internacional de Telecomunicações (UIT). A agência da ONU pediu que mais nações considerem políticas nacionais para proteção contra crimes cibernéticos. No mês passado, um ataque cibernético paralisou dezenas de milhares de máquinas em todo o mundo.

Foto: UIT

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Apenas metade dos países tem uma estratégia de segurança cibernética ou está em processo de desenvolvê-lo, relatou a União Internacional de Telecomunicações (UIT), na última quarta (5).

A agência da ONU pediu que mais nações considerem políticas nacionais para proteção contra crimes cibernéticos. Só no último mês, um ataque cibernético paralisou dezenas de milhares de máquinas em todo o mundo.

Lançando o segundo Índice de Segurança Cibernética Global (GCI), a UIT afirmou que cerca de 38% dos países têm uma estratégia de segurança cibernética publicada, enquanto 12% dos governos estão em processo de desenvolver uma.

A agência ressaltou a necessidade de mais esforços nessa área crítica, já que isso transmite que os governos consideram os riscos digitais uma alta prioridade.

“A segurança cibernética é um ecossistema em que leis, organizações, habilidades, cooperação e implementação técnica precisam estar em harmonia para ter maior efetividade”, indicou o relatório, acrescentando que essa área “está se tornando cada vez mais relevante nas mentes dos responsáveis pelas decisões nos países”.

Segundo o relatório, as dez nações mais comprometidas são, nesta ordem: Cingapura, Estados Unidos, Malásia, Omã, Estônia, Maurícia, Austrália, Geórgia, França e Canadá. A Rússia ocupa o 11º lugar.

Além de mostrar o compromisso dos 193 Estados-membros da UIT com a segurança cibernética, o índice também mostra a melhoria e o fortalecimento dos cinco pilares da Agenda Global de Segurança Cibernética: jurídico, técnico, organizacional, capacitação e cooperação internacional.

O risco é particularmente preocupante quando, em 2016, de acordo com UIT, cerca de 1% dos e-mail enviados no mundo eram ataques maliciosos, a maior taxa nos últimos anos.

No mês passado, um ataque cibernético paralisou dezenas de milhares de máquinas em todo o mundo. Não está claro quem estava por trás desses ataques.

“Enquanto o impacto gerado por ciberataques, como os realizados em 27 de junho de 2017, não pode ser eliminado completamente, medidas de prevenção e redução dos riscos apresentados pelas ameaças cibernéticas devem ser sempre colocadas em primeiro lugar”, disse o secretário-geral da UIT, Houlin Zhao.

Os resultados mostram que há um “espaço para maior aperfeiçoamento e cooperação” em todos os níveis. O relatório defende ainda a necessidade de incentivar os governos a considerar políticas nacionais que levem em conta a segurança cibernética, além de encorajar os cidadãos a tomar decisões inteligentes online.


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