Membros do Conselho de Segurança da ONU encerram visita ao Mali pedindo ‘solução sustentável’

Em visita ao país, membros do Conselho reiteram que realização de um quadro político para o Mali é necessária para consolidar os ganhos de segurança, restaurar a estabilidade e reconstruir o país.

Embaixador da França, Gérard Araud, é recebido por tropas da MINUSMA na chegada da delegação do Conselho de Segurança em Mopti, no Mali. Foto: MINUSMA/Marco Dormino

Embaixador da França, Gérard Araud, é recebido por tropas da MINUSMA na chegada da delegação do Conselho de Segurança em Mopti, no Mali. Foto: MINUSMA/Marco Dormino

O Conselho de Segurança da ONU encerrou nesta segunda-feira (3) uma visita de dois dias ao Mali, onde observou em primeira mão os esforços das Nações Unidas para ajudar o país do oeste africano que emerge de uma crise e enfrenta uma série de desafios políticos, de segurança, de desenvolvimento e humanitários.

O governo está tentando restaurar a estabilidade no Mali. Após uma série de reveses desde o início de 2012, incluindo um golpe de Estado militar, novos combates entre as forças governamentais e rebeldes tuaregues e a apreensão de seu território norte por radicais islâmicos, ele tenta reconstruir o país.

Os membros do Conselho começaram a sua visita em Mopti, que fica a nordeste da capital, Bamako, onde tiveram reuniões com o governador e outras autoridades locais. Eles também se reuniram com representantes da sociedade civil do norte do Mali.

Em seguida, visitaram o acampamento da Missão da ONU no Mali (MINUSMA) em Mopti e foram informados sobre a situação de segurança e as atividades realizadas pelas agências da ONU na região. Em Bamako, a delegação do Conselho se reuniu com o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, e outros membros de seu gabinete.

Em comunicado, o Conselho observou que existe “um claro desejo” por parte de todos os envolvidos no conflito de encontrar uma solução para a crise. Os membros do Conselho pediram que as partes iniciem diálogos inclusivos em busca de uma solução sustentável e sem pré-condições.

“É imperativo que essas discussões sejam iniciadas o quanto antes e com um calendário transparente. Este quadro político é necessário para consolidar os ganhos de segurança, para incentivar o processo de aquartelamento, levando a um processo [de desarmamento, desmobilização e reintegração] legítimo”, ressaltaram os membros do Conselho em sua declaração.