Meios de comunicação são essenciais para visibilizar a desigualdade de gênero, destaca CEPAL

Em evento no Chile, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe lembra das 2 mil medidas acordadas pelos países da América Latina e o Caribe para promover o acesso equitativo das profissionais de comunicação ao mercado de trabalho, bem como eliminar conteúdos sexistas, estereotipados e discriminatórios.

Maior equilíbrio de mulheres nas redações não só ajudaria a promover maior igualdade de gênero, mas colaboraria também para promover esteriótipos sobre a mulher. Foto: Pixabay

Maior equilíbrio de mulheres nas redações não só ajudaria a promover maior igualdade de gênero, mas colaboraria também para promover esteriótipos sobre a mulher. Foto: Pixabay

Os meios de comunicação são atores-chave para a elaboração e sustentabilidade de novos pactos sociais e de gênero na região, pontuou a diretora da divisão de Assuntos de Gênero da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), María Nieves Rico, nesta quinta-feira (26) na capital chilena.

Durante a conferência ‘Meios de comunicação em Chile: diálogos de gênero’, Rico destacou o papel dos meios de comunicação na promoção da igualdade de gênero. Ela citou as 2 mil medidas acordadas pelos países durante a Conferência Regional sobre a Mulher na América Latina e o Caribe para promover o acesso equitativo das mulheres aos meios de comunicação, eliminar conteúdos sexistas, estereotipados e discriminatórios e impulsionar pesquisas neste campo.

Em outras esferas da sociedade, Rico alertou para a desigualdade que a mulher vive no mundo laboral e o fato de que permaneça invisível o trabalho que realizam no âmbito doméstico e nos cuidados com a família. A violência de gênero em todas as suas expressões e os obstáculos para a participação equitativa das mulheres em cargos de representação popular também foram citados.

O evento contou com as participações de reconhecidas jornalistas chilenas, acadêmicos e especialistas. O encontro foi organizado pelo David Rockefeller Center for Latin American Studies de Harvard e o Harvard Club de Chile, com a colaboração da CEPAL, Hay Mujeres e a Faculdade de Economia e Negócios da Universidad Alberto Hurtado.