Médica costa-riquenha é nomeada nova representante da Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil

A médica costa-riquenha Socorro Gross assumiu nesta sexta-feira (21) o cargo de representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil.

Sua entrada ocorre em função da aposentadoria de Joaquín Molina, que esteve à frente do organismo internacional por seis anos. Ao longo da semana, Socorro se reuniu com as áreas técnicas do escritório e com autoridades de saúde do Brasil.

Molina se despediu instando a equipe do escritório, composta por cerca de 200 funcionárias e funcionários, a seguir com os esforços para garantir saúde de qualidade à população do país.

Socorro Gross Galiano é natural da Costa Rica e possui quase 30 anos de experiência junto à OPAS/OMS. Foto: OPAS

Socorro Gross Galiano é natural da Costa Rica e possui quase 30 anos de experiência junto à OPAS/OMS. Foto: OPAS

A médica costa-riquenha Socorro Gross assumiu nesta sexta-feira (21) o cargo de representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil.

Sua entrada ocorre em função da aposentadoria de Joaquín Molina, que esteve à frente do organismo internacional por seis anos. Ao longo da semana, Socorro se reuniu com as áreas técnicas do escritório e com autoridades de saúde do Brasil.

Molina se despediu instando a equipe do escritório, composta por cerca de 200 funcionárias e funcionários, a seguir com os esforços para garantir saúde de qualidade à população do país.

“O Brasil é o lugar onde pude desenvolver a maior e a melhor das minhas aspirações. Me permitiu trabalhar naquilo em que acredito: um sistema de saúde público universal e gratuito”, afirmou.

Durante seu mandato como representante, Molina trabalhou à frente de diversos projetos de cooperação internacional, entre eles, o fortalecimento da atenção básica de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao assumir o posto de representante, Socorro Gross agradeceu as áreas técnicas que compõem o escritório no Brasil pela dedicação durante o período de transição, elogiou o trabalho de Molina e garantiu seu compromisso com a saúde da população do país.

“Em nosso caminhar pela saúde pública, compartilhamos uma paixão: a de crer que podemos mudar o mundo. E são essas pessoas que realmente podem mudá-lo”, disse.

“A saúde é um direito e um direito não constrói com um discurso. Se constrói unindo forças, compaixão, determinação e sacrifícios. Sozinhos somos bons, mas juntos somos poderosos”, adicionou, referindo-se à equipe que a recebe.

Na cerimônia de transferência, que contou com a presença da equipe da sede da OPAS/OMS, em Washington D.C., Socorro Gross também celebrou o fato de ser a primeira mulher a assumir o cargo de representante na história da OPAS/OMS no Brasil.

Socorro Gross Galiano é natural da Costa Rica e possui quase 30 anos de experiência junto à OPAS/OMS. Antes de assumir o escritório no Brasil, foi representante da Organização na Nicarágua (julho de 2013 a dezembro de 2018) e chegou a atuar em outros países das Américas, como Colômbia, República Dominicana e México. De 2008 a 2013, foi subdiretora da sede da OPAS/OMS, em Washington D.C., Estados Unidos.

Médica graduada na Universidade da Costa Rica em 1982, a representante é também mestre em epidemiologia e doutora em medicina e cirurgia, tendo lecionado por três anos na Universidade do Texas.

Ela atua há mais de três décadas na área de saúde pública e já trabalhou com diversos temas, entre eles, cooperação internacional em saúde, fortalecimento de serviços e saúde, prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis, atenção primária de saúde e acesso universal à saúde.

Gestão anterior

Joaquín Molina se aposenta após mais de 25 anos de carreira na OPAS/OMS. Entre 2012 e 2018, o odontólogo cubano liderou a Organização no Brasil.

Iniciou seu trabalho no organismo internacional como consultor da área de Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde, passando pela sede, nos Estados Unidos, Nicarágua e México.

Em 2003 e 2004, Molina atuou como representante em exercício da OPAS/OMS no México e, em 2005, foi nomeado representante na Guatemala. De junho de 2009 até o início de 2012, assumiu a representação do Panamá.

Molina começou sua carreira profissional em 1977, quando se graduou em odontologia pelo Instituto Superior de Ciências Médicas de Havana. Em 1981, foi nomeado professor da instituição, tendo trabalhado também no Ministério de Saúde Pública de Cuba nos anos seguintes (1984-1989).

Em 1988, obteve o título de mestre especialista em teoria e administração em saúde pública, bem como especialização em epidemiologia pela Universidade Semmelweis em Budapeste, Hungria. De 1989 a 1990, participou do Programa de Treinamento em Saúde Internacional da Organização Pan-Americana da Saúde.

A OPAS trabalha com os países das Américas para melhorar a saúde e a qualidade de vida de suas populações. Fundada em 1902, é a organização internacional de saúde pública mais antiga do mundo. Atua como o escritório regional da OMS para as Américas e é a agência especializada em saúde do sistema interamericano.


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