Marcando 21 anos do genocídio em Ruanda, ONU cobra mais ação para prevenir crimes atrozes

Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio em Ruanda honra a memória das mais de 800 mil pessoas mortas no país, em 1994.

Nações Unidas celebram o 21º aniversário do genocídio em Ruanda. Foto: UNDP Ruanda

Nações Unidas celebram o 21º aniversário do genocídio em Ruanda. Foto: UNDP Ruanda

O mundo deve fazer uso do Dia International de Reflexão sobre o Genocídio em Ruanda para olhar o passado e confrontar diretamente os desafios do presente, renovando resoluções coletivas e convocando a coragem para impedir que tamanhas atrocidades ocorram novamente, declarou nesta terça-feira (7) o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

“Nesse Dia, eu peço à comunidade internacional para fazer mais do que apenas falar sobre a atrocidade dos crimes e depois falhar em tomar medidas oportunas para impedi-los. Eu convoco todos a terem coragem de agir antes que as situações se deteriorem, baseado em nossa responsabilidade coletiva moral. Isso é essencial para manter a paz e a segurança internacional,” disse Ban, em sua mensagem que antecedeu o 21º Memorial de Cerimônia do Genocídio de Ruanda.

O Dia Internacional honra a memória das mais de 800 mil pessoas – a maioria Tutsi e moderadamente Hutu, Twa e outros – mortos em toda Ruanda em menos de três meses há mais de duas décadas. É também uma ocasião para valorizar e reconhecer a dor e a coragem daqueles que sobreviveram.

De acordo com Ban, a discriminação persiste nas sociedades dilaceradas pela guerra, mas também em democracias que desfrutam de ampla paz. O ódio pode se manifestar em racismo institucionalizado, conflitos étnicos, ou episódios de intolerância ou exclusão. Em outras instâncias, discriminação reflete a versão oficial, nacional da história que nega a identidade de alguns seguimentos da população.

Para confrontar essa realidade, é necessário detectar os sinais precoces de ódio e violações de direitos humanos e detê-los antes que se transformem em crimes atrozes.