Manifestantes precisam se proteger da COVID-19, diz agência de saúde da ONU

Os manifestantes que desejam ir às ruas para fazer suas vozes serem ouvidas precisam tomar todas as precauções para não pegar ou transmitir o novo coronavírus, já que a pandemia está longe de terminar, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (5).

A mensagem da agência da ONU foi publicada em meio a protestos em andamento nos Estados Unidos após o assassinato de um homem negro, George Floyd, cujo pescoço foi prensado por um policial branco, e preocupações de uma “segunda onda” de infecções em países onde o lockdown foi aliviado.

Protestos contra a brutalidade policial vêm ocorrendo em diversas cidades dos Estados Unidos, inclusive Nova Iorque. Foto: ONU/Shirin Yaseen

Protestos contra a brutalidade policial vêm ocorrendo em diversas cidades dos Estados Unidos, inclusive Nova Iorque. Foto: ONU/Shirin Yaseen

Os manifestantes que desejam ir às ruas para fazer suas vozes serem ouvidas precisam tomar todas as precauções para não pegar ou transmitir o novo coronavírus, já que a pandemia está longe de terminar, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (5).

A mensagem da agência da ONU foi publicada em meio a protestos em andamento nos Estados Unidos após o assassinato de um homem negro, George Floyd, cujo pescoço foi prensado por um policial branco, e preocupações de uma “segunda onda” de infecções em países onde o lockdown foi aliviado.

“Só acabará quando não houver vírus em todos os lugares do mundo”, disse a porta-voz da OMS, Margaret Harris. “Então, todas as coisas que temos dito (ainda) se aplicam. A melhor precaução é ficar a um metro de distância um do outro, lavar as mãos, garantir que você não toque na boca, nariz e olhos.”

“Certamente vimos muita paixão nesta semana, vimos pessoas que sentiram a necessidade de manifestar seus sentimentos, mas pedimos que lembrem: protejam a si e aos outros, o coronavírus está por toda parte, protejam a si mesmos e aos outros enquanto se manifestam.”

Alto número de infecções nas Américas

Em coletiva de imprensa virtual em Genebra, Harris também descreveu as taxas de infecção galopantes nas Américas – o principal ponto de infecção do vírus no mundo – como “profundamente perturbadoras”.

Segundo os dados mais recentes da OMS, os EUA registraram mais de 106 mil mortes pela doença e mais de 1,8 milhão de infecções foram confirmadas.

Já o Brasil, maior país da América Latina, teve mais de 580 mil casos de infecção e cerca de 32,5 mil mortes.

Os governos precisam urgentemente “testar, rastrear, encontrar todos os que potencialmente pegaram o vírus” como a melhor maneira disponível de erradicar a doença, disse Harris, acrescentando que essa foi a única forma com a qual muitos países com tradições e culturas diferentes conseguiram achatar as curvas de infecção.

Ela observou que, globalmente, os testes mostraram que apenas cerca de 10% da população foi infectada com a doença, para a qual não há vacina nem tratamento eficaz e aprovado.

“Se você tem uma enorme transmissão comunitária, o que faz você pensar que é difícil testar todos, foque e descubra onde há áreas mais intensas, áreas onde a transmissão ocorre rapidamente”, insistiu a funcionária da OMS, acrescentando que as autoridades de saúde devem continuar a comunicar informações úteis sobre como evitar a infecção.

“Encontre maneiras de ajudar as pessoas a fazer o que elas precisam para se proteger: a lavagem das mãos, o distanciamento social, se possível, que é difícil quando elas vivem juntas”, disse. “Mas encontre outras maneiras e ajude-as e faça parceria com essas comunidades, ajude-as a entender como se ajudar.”