Mali: Terroristas se reorganizam no norte e Conselho de Segurança pede reforço de missão da ONU

Órgão da ONU pediu que Estados-membros agilizem o remanejamento de mais 6 mil militares, 250 policiais e 317 elementos de Unidades de Polícia Formada para a missão.

Capacetes-azuis do Chade trabalhando na MINUSMA patrulham Tessalit, no norte do Mali. Foto: MINUSMA /Marco Dormino

Capacetes-azuis do Chade trabalhando na MINUSMA patrulham Tessalit, no norte do Mali. Foto: MINUSMA /Marco Dormino

Todos os Estados-membros da ONU devem apoiar a implantação completa dos capacetes-azuis para que a Missão Multidimensional Integrada da ONU para a Estabilização no Mali (MINUSMA) consiga consolidar a segurança nos centros populacionais e proteger os civis, à medida que terroristas e grupos armados estão se reorganizando no norte do país, afirmou o Conselho de Segurança das Nações Unidas em uma declaração na quinta-feira (23).

Até agora, a missão possui 5.488 dos 11.200 militares previstos, 71 dos 320 policiais e 883 dos 1.200 elementos de Unidades de Polícia Formada que devem estar no país até o final de junho para continuar apoiando o processo político no Mali.

O mandato da missão consiste em promover os direitos humanos e proteger os civis, funcionários da Organização e bens culturais.

No comunicado, o Conselho pediu que o novo governo do país se reúna com os grupos opositores para resolver as causas da crise que afeta o país. Ele também elogiou os esforços iniciais das autoridades malinesas de lançar uma série de eventos de consulta sobre a situação no norte e ressaltou a necessidade da garantia da “participação plena, igual e efetiva da mulheres” nesta fase de estabilização do país.

O Conselho condenou veementemente as violações do direito internacional humanitário e os abusos dos direitos humanos no Mali, entre eles os incidentes de violência sexual em conflitos armados, inclusive contra crianças, e pediu que os responsáveis sejam punidos.

O comunicado também pediu que o governo continue cooperando com o Tribunal Penal Internacional (TPI) e os esforços para acelerar o retorno das autoridades judiciais no norte do país.