Mali: Galerias de fotos da agência de refugiados da ONU mostram desafios para deslocados internos

O fotógrafo do ACNUR G. Gordon esteve na capital Bamako e registrou a precariedade da situação vivida pelos deslocados que têm acesso limitado à saúde, água e educação.

Harouna Maiga e seu filho, Alkassoun, moram em um conjunto, em Bamako, junto com outras famílias deslocadas do norte do Mali. Fotos: ACNUR/G. Gordon

Harouna Maiga e seu filho, Alkassoun, moram em um conjunto, em Bamako, junto com outras famílias deslocadas do norte do Mali. Fotos: ACNUR/G. Gordon

A crise no Mali já provocou o deslocamento de 430 mil pessoas. 170 mil estão refugiadas em outros países. No entanto, os embates iniciados no norte em 2012 estão forçando 260 mil malineses a buscar abrigo em outras partes do Mali.

Destes deslocados internos, mais de 50 mil estão na capital Bamako, enfrentando imensos desafios para sobreviver na cidade. Apesar da situação ainda instável no norte do país, alguns tomam a difícil decisão de voltar para casa.

Em duas novas galerias de fotos, o ACNUR revela o duro cotidiano dos malineses obrigados a deixar para trás sua casa, família, amigos e recursos para salvar sua vida.

O fotógrafo G. Gordon esteve na capital Bamako e registrou a precariedade da situação vivida pelos deslocados que têm acesso limitado à saúde, água e educação.

Aicha, 28 anos, espera com seu filho de 4 anos para pegar o barco do porto de Mopti para Timbuktu. Ela deixou sua casa em Timbuktu em abril de 2012, quando grupos rebeldes tomaram conta da cidade. Ela encontrou abrigo na casa de um primo, na capital Bamako. 'Eu não queria mais ser um peso para a família do meu primo, escutei que as coisas tinham melhorado em Timbuktu, então decidi voltar.' Foto: ACNUR/H. Caux (fevereiro de 2013)

Aicha, 28 anos, espera com seu filho de 4 anos para pegar o barco do porto de Mopti para Timbuktu. Ela deixou sua casa em Timbuktu em abril de 2012, quando grupos rebeldes tomaram conta da cidade. Ela encontrou abrigo na casa de um primo, na capital Bamako. ‘Eu não queria mais ser um peso para a família do meu primo, escutei que as coisas tinham melhorado em Timbuktu, então decidi voltar.’ Foto: ACNUR/H. Caux (fevereiro de 2013)

Os alugueis são caros, e encontrar trabalho é uma tarefa árdua – o que leva muitos deslocados a permanecer em abrigos lotados na periferia da cidade, sem ter ocupação. No bairro de Sangarébougou, por exemplo, agricultores e pecuaristas passam os dias de braços cruzados, fechados em apartamentos desconhecidos. Professores buscam em vão postos de trabalho nas escolas locais.

Por outro lado, a esperança de voltar para casa aumentou com a expulsão de grupos separatistas de grandes centros, como Gao, Kidal e Timbuktu. Ainda que o norte do país ainda esteja longe de ser uma área segura, as imagens feitas por H. Caux mostram os preparativos da exaustiva viagem até Timbuktu. Famílias de deslocados usam transporte público para chegar a Mopti, depois tomam um barco e seguem numa jornada de dois dias até Timbuktu.

Conheça as histórias destes deslocados internos no Mali. Acesse as galerias do ACNUR no Flickr “Desafios enfrentados por deslocados urbanos no Mali são enormes” (http://goo.gl/602yJ) e “Mali: famílias enfrentam o perigo na volta para casa” (http://goo.gl/igdq6).