Mais de 850 mil pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda na Somália, adverte a ONU

“Os níveis de insegurança alimentar e desnutrição são críticos”, disse o coordenador humanitário da ONU para a Somália, Peter de Clercq.

Meninas pastoreando cabras na Somália, onde em certas áreas a seca contribuiu para grave escassez de água e mortes de animais. Foto: FAO / Simon Maina

Meninas pastoreando cabras na Somália, onde em certas áreas a seca contribuiu para grave escassez de água e mortes de animais. Foto: FAO / Simon Maina

Após quatro anos de terrível escassez de alimentos, o número de pessoas necessitando de ajuda de emergência na Somália subiu 17%. Segundo a última avaliação alimentar da ONU sobre o país, a situação humanitária permanece “alarmante”, com 2,3 milhões de pessoas dependendo de ajuda externa alimentar para sobreviver.

“Os níveis de insegurança alimentar e desnutrição são críticos”, disse o coordenador humanitário na Somália, Peter de Clercq, nesta segunda-feira (31). “Agentes humanitários e doadores têm impedido a piora da situação, mas todos nós precisamos fazer mais”, acrescentando que “a situação entre as pessoas deslocadas internamente é particularmente preocupante”.

Os resultados da avaliação apresentados em Mogadíscio, capital do país, revelam que 855 mil pessoas em toda a Somália estarão em situação de”crise e emergência” em dezembro de 2015. Cerca de 25 mil crianças com menos de cinco anos estão atualmente gravemente desnutridos, dos quais 40 mil se encontram em um estado tão grave que correm risco de contrair doenças ou de morrer.

“Continuamos a investir em salvar vidas. Não podemos permitir reverter os importantes passos realizados pelas frentes humanitárias e de desenvolvimento”, disse de Clercq. “Temos que, simultaneamente, responder às causas subjacentes da situação no país, e trabalhar soluções duráveis quer irão mitigar o sofrimento e ao mesmo tempo construir mais resiliência na Somália.”