Mais de 800 mil deslocados não têm condições de enfrentar inverno na Etiópia, alerta OIM

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Número corresponde a 47% do total dos etíopes vivendo longe de suas casas; centenas de milhares fugiram de confrontos entre comunidades da fronteira em junho.

Novo grupo de migrantes chega de Djibuti, na Etiópia. Foto: Olivia Headon/OIM

Novo grupo de migrantes chega de Djibuti, na Etiópia. Foto: Olivia Headon/OIM

Mais de 800 mil deslocados internos não têm abrigo apropriado e saneamento na Etiópia. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o frio e a umidade da atual estação de chuvas pioram a situação.

Milhares de pessoas fugiram de suas casas em junho, após confrontos entre comunidades perto da fronteira.

O número das pessoas fugidas de confrontos subiu com a mais recente onda de deslocados, quando se juntaram às vítimas do deslocamento ocorrido em menor escala entre abril e maio.

Um total de 1,7 milhão de pessoas foram obrigadas a deixar os seus lares em todo o país. O número inclui vítimas de secas e inundações que aconteceram antes.

De acordo com a OIM, as pessoas caminham durante dias em busca de segurança. Várias delas acabam dormindo ao relento durante o percurso, somente com a roupa do corpo, e não têm comida ou dinheiro.

Muitos centros já superlotados acolhem milhares de pessoas em condições impróprias para habitação. Muitas delas dormem no chão, com apenas uma lona para enfrentar o frio e a chuva.

Nesses locais, eles cozinham ao ar livre, não têm saneamento e estão expostos a ameaças de saúde e proteção. A OIM oferece assistência humanitária em centros de deslocados que inclui entrega de artigos básicos, abrigos de emergência, água, saneamento e higiene.

A OIM atua com o governo da Etiópia para atender as vítimas da violência que recebem cuidados primários de saúde. A agência também atende outras demandas da população.


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