Mais de 70% dos que deixaram a Líbia já retornaram ao país desde a morte de Kadafi, afirma ACNUR

Muitos dos retornados encontraram suas casas destruídas ou danificadas e com necessidade de reparos. Quase 60 mil pessoas já retornaram ao país.

Uma casa fortemente danificada na Zona 2 de Sirte. Milhares continuam deslocados na cidade costeira, uma das que mais sofreu danos materiais na Líbia no ano passado. (ACNUR/L.Dobbs)Quase 60 mil pessoas, ou mais de 70% dos que deixaram a Líbia, já retornaram ao país desde a morte de Kadafi, em 20 de outubro de 2011. “O início deste retorno foi gradual, mas está se acelerando”, diz o trabalhador humanitário Wouter Takkenberg. “Em muitos sentidos, Sirte quase voltou ao normal”.

Em meio a prédios que carregam as marcas do conflito, as ruas estão cheias de carros e pessoas, lojas e restaurantes funcionam e a reconstrução começou. Eletricidade e água estão funcionando novamente em muitas áreas.

Mas as necessidades dos retornados e deslocados na cidade costeira ainda são grandes, e isso tem mantido organizações como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros muito ocupados. Muitos dos retornados encontraram suas casas destruídas ou danificadas e com necessidade de reparos.

Cerca de 20 mil residentes continuam deslocados, incapazes de retornar a suas casas em uma cidade que provavelmente sofreu os maiores danos materiais entre todas as cidades da Líbia, durante os conflitos do ano passado. Quase 75 mil pessoas continuam deslocadas internamente na Líbia, a maioria de Misrata e Sirte, assim como da cidade de Tawergha e das Montanhas Nafousa.

O ACNUR providenciou itens de auxílio aos deslocados internos em todo o país. Em 2011 sozinha, a agência distribuiu itens não alimentares a mais de 140 mil pessoas. Em colaboração com seus parceiros, o ACNUR coordenou a assistência aos locais com deslocados internos no país e ajudou a identificar falhas na proteção. Em conversações com o UNICEF e parceiros, o ACNUR está trabalhando em uma pesquisa sobre o acesso à educação por parte dos deslocados.