Mais de 60 países poderão ter surtos inéditos de zika, alerta OMS

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Sessenta e quatro nações e territórios que nunca registraram transmissão local do zika estão ‘em risco’ de ter surtos da doença porque o Aedes aegypti foi identificado dentro de suas fronteiras. Em relatório emitido nesta sexta-feira (10), a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que vigilância contra a infecção seja mantida alta.

Laboratório do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz, em Recife. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

Laboratório do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz, em Recife. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

O zika já chegou a mais de 80 países e é provável que o vírus continue se espalhando geograficamente para onde existirem vetores da doença, como o mosquito Aedes aegypti. O alerta é de novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), que revelou nesta sexta-feira (10) que 64 nações e territórios estão “em risco” de ter surtos da infecção por conta da presença do inseto dentro de suas fronteiras.

Nesses Estados, não há — nem nuca houve — qualquer sinal do vírus. Contudo, a existência do Aedes já foi confirmada e o mosquito pode desencadear epidemias de zika. Por isso, a agência da ONU alerta que é necessário manter o nível de vigilância contra a doença elevado.

A lista de países onde a patologia pode vir a se proliferar inclui nações como Rússia, Turquia, Índia, Arábia Saudita, Mianmar, Moçambique, Malauí, Mali, Austrália, China, Egito, Paquistão e África do Sul.

Para a oficial técnica da OMS, Monika Gehner, o novo documento ajudará a agência “porque agora podemos avaliar os riscos de maneira mais precisa”. “Mesmo que você não tenha (registrado) a transmissão do vírus zika, se você tiver o mosquito Aedes aegypti, você está em risco”, disse em entrevista a jornalistas da ONU, em Genebra, após a divulgação do relatório.

A especialista explicou que “um viajante que é infectado pelo zika pode ir a uma área de um país onde já há mosquitos estabelecidos ali”. Os insetos podem, então, transmitir o vírus do estrangeiro para outras pessoas, criando um ciclo de transmissão, completou Gehner.

A OMS esclarece que objetivo do levantamento não é causar alarme. O documento é um apelo a governos para que empreendam mais esforços de prevenção contra o zika. O vírus foi associada a um aumento no número de casos de malformações congênitas e outras complicações neurológicas.


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