Mais de 50 mil visitam campanha “Gracias Ecuador”, realizada em Brasília pelo ACNUR

Campanha teve como objetivo divulgar e reconhecer a postura humanitária do governo e do povo equatoriano, país que mais abriga refugiados na América Latina.

O público de Brasília aderiu à campanha "Gracias Ecuador", que nos últimos dois meses esteve no Museu da República, como parte da exposição "Guyasamín - Continente Mestiço".Com um público estimado em mais de 50 mil pessoas, terminou neste domingo (14) a versão brasileira da campanha “Gracias Ecuador” lançada há dois meses em Brasília pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Implementada em parceria com o Ministério das Relações Exteriores do Equador, a campanha é um reconhecimento do ACNUR à postura humanitária do governo e da população equatoriana em relação à proteção de refugiados e solicitantes de refúgio em seu país.

Na América Latina, o Equador abriga a maior população refugiada da região: são cerca de 55 mil pessoas, a grande maioria vinda da Colômbia em consequência dos conflitos armados, perseguições e violência em seu país de origem.

Quem visitou o estande da campanha “Gracias Ecuador”, onde está parte da exposição do pintor equatoriano Oswaldo Guaysamín, no Museu da República de Brasília, recebeu informações sobre o trabalho do ACNUR no Equador e levou para casa diferentes postais ilustrados com fotos de pessoas que aderiram à campanha – entre elas o músico brasileiro Carlinhos Brown.

Os visitantes também puderam participar da campanha, sendo fotografados com as mãos espalmadas, onde foi aplicado o slogan “Gracias Ecuador”. As imagens estão disponíveis no site www.graciasecuador.org, que traz também mensagens de celebridades e documentários sobre o trabalho do ACNUR no Equador.

Para a diretora do ACNUR nas Américas, Marta Juárez, a postura do Equador está em linha com a solidariedade presente na América Latina. “A campanha Gracias Ecuador torna visíveis os benefícios da convivência multicultural e harmoniosa entre pessoas de diferentes origens, em contraste com demonstrações de xenofobia e discriminação que costuma ocorrer contra populações vulneráveis”, disse.