Mais de 2.200 iraquianos foram mortos e feridos durante mês de maio, confirma ONU

No mês de maio, 799 iraquianos foram mortos. Destes 603 eram civis e 144 eram policiais civis. A Missão de Assistência da ONU no país acredita que o número total é ainda maior do que o estimado.

Destruição em Fallujah. Foto: Joe Carr (Wikimedia Commons)

Estima-se que 799 iraquianos foram mortos e 1.409 pessoas ficaram feridas somente no mês de maio, devido a atos de terrorismo e violência no Iraque, afirmou nesta segunda-feira (2) a Missão de Assistência da ONU no país (UNAMI). Entre os mortos, 603 eram civis e 144 policiais civis.

“Lamentamos muito o nível contínuo de violência e atos terroristas que continuam balançando as estruturas do país”, disse o representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da UNAMI, Nickolay Mladenov. Ele pediu aos líderes políticos que formem um governo inclusivo dentro do prazo constitucional.

Em Anbar, o número de mortos e feridos é ainda maior do que as estimativas, pois não incluem os dados dos recentes enfrentamentos entre o exército iraquiano e grupos tribais. Ainda assim, estima-se que 195 pessoas foram mortas e 499 ficaram feridas na província, somente no mês de maio.

“Enquanto uma resposta ao problema da segurança é necessária para enfrentar a ameaça de grupos armados e terroristas, estratégias também são necessárias para enfrentar as condições que permitem a atividade terrorista”, disse Mladenov ao Conselho de Segurança da ONU.

“A proteção e a promoção dos direitos humanos, da igualdade perante a lei e a inclusão daqueles que se sentem marginalizados é central para qualquer resolução política no futuro.”