Mais de 128 países se comprometem com reformas para uma ‘ONU do século 21’

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Comprometendo-se a tornar as Nações Unidas uma organização mais forte e mais responsiva às pessoas que apoia, o secretário-geral, António Guterres, participou na segunda (18) de uma reunião de alto nível sobre a reforma da organização global.

O encontro foi presidido pelos Estados Unidos e contou com a presença de Donald Trump; o presidente norte-americano afirmou que as Nações Unidas foram fundadas sob ‘objetivos nobres’, mas que ‘nos últimos anos não alcançou seu pleno potencial’.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala sobre a reforma da organização durante encontro na sede em Nova Iorque ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), e a chefe de gabinete de Guterres, a brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti (à esquerda). Foto: ONU/Mark Garten

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala sobre a reforma da organização durante encontro na sede em Nova Iorque ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), e a chefe de gabinete de Guterres, a brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti (à esquerda). Foto: ONU/Mark Garten

Comprometendo-se a tornar as Nações Unidas uma organização mais forte e mais responsiva às pessoas que apoia, o secretário-geral, António Guterres, participou na segunda (18) de uma reunião de alto nível sobre a reforma da organização global.

O encontro foi presidido pelos Estados Unidos e contou com a presença de Donald Trump; o presidente norte-americano afirmou que as Nações Unidas foram fundadas sob “objetivos nobres”, mas que “nos últimos anos não alcançou seu pleno potencial”.

“Nosso objetivo comum é uma ONU do século 21, centrada mais nas pessoas e menos em processos, mais em entrega e menos na burocracia”, disse o secretário-geral no evento coorganizado por Trump.

Ele acrescentou que “valorizar o dinheiro é promover valores comuns – esse é nosso objetivo”.

“Alguém me perguntou recentemente o que é que me tira o sono. E a resposta é simples: burocracia. Estruturas fragmentadas, procedimentos bizantinos e regulamentos intermináveis. Alguém com o objetivo de prejudicar a ONU não teria conseguido encontrar melhor forma do que impor algumas das regras que nós próprios criamos”, disse Guterres.

O chefe das Nações Unidas se referiu ao estatuto dos EUA como maior contribuinte do orçamento da ONU para dizer que “a reforma é também para todos os contribuintes que pagam pelo trabalho crucial que fazemos”.

“Para servir as pessoas que apoiamos, e as pessoas que nos apoiam, temos de ser ágeis e efetivos, flexíveis e eficientes. Juntos, faremos progressos em uma agenda ampla e arrojada para fortalecer as Nações Unidas”, disse Guterres.

Em seu discurso, Guterres também observou que as reformas no sistema de desenvolvimento da ONU buscam torná-lo mais coordenado, focado nas pessoas e mais responsável para ajudar os países nos 17 objetivos da agenda de desenvolvimento sustentável – a chamada Agenda 2030.

O secretário-geral pediu ainda que não se deve esquecer que a ONU está a serviço de pessoas que “sofrem com pobreza e exclusão, vítimas de conflito, indivíduos cujos direitos e dignidade estão sendo negados e pessoas que têm ideias e sonhos e que precisam de ajuda”.

Nos últimos meses, a ONU iniciou planos para alcançar a igualdade de gênero entre os cargos de direção média e superior da organização. Ela está trabalhando para reorganizar as áreas de paz e segurança, buscando que elas sejam orientadas para a prevenção e a mediação.

Guterres falou depois de Donald Trump, que abriu o evento apontando os grandes desafios da reforma e elogiando o trabalho de Guterres.

“Em anos recentes, as Nações Unidas não alcançaram todo o seu potencial devido à burocracia e à má gestão. Apesar de o orçamento da ONU ter aumentado 140% e o seu pessoal ter mais do que duplicado desde o ano 2000, não estamos vendo os resultados desse investimento. Mas sei que isso mudará com o secretário-geral e mudará rápido”, disse Donald Trump, sentado ao lado António Guterres. O evento, que acontece às vésperas da Assembleia Geral da ONU, reuniu cerca de 120 países entre os 193 membros da organização.

Abrindo a reunião, a embaixadora dos Estados Unidos junto à ONU, Nikki Haley, afirmou que a declaração de apoio à reforma das Nações Unidas surgiu como uma forma de apoiar as ações do secretário-geral para trazer “mais eficiência, prestação de contas e transparência para a ONU”.

Segundo Haley, até o momento, 128 países assinaram o documento. A embaixadora defendeu, no entanto, que a missão deve ser buscar o consenso de todos os 193 Estados-membros da organização.


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