Mais de 110 mil pessoas ainda precisam de apoio humanitário em Alepo, alerta ONU

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“A escala de destruição em Alepo é enorme e precisa de muita ajuda”, disse o porta-voz da ONU, citando a falta de água, saneamento, eletricidade e habitação entre as preocupações imediatas. Em Damasco, capital da Síria, a ONU reabilitou e equipou vários poços de água após mais de 4 milhões de pessoas terem ficado sem acesso ao recurso natural.

No leste da cidade de Alepo, na Síria, dois meninos e um homem coletam água distribuída pelo UNICEF no bairro Shakoor. Foto: UNICEF/Khuder Al-Issa

No leste da cidade de Alepo, na Síria, dois meninos e um homem coletam água distribuída pelo UNICEF no bairro Shakoor. Foto: UNICEF/Khuder Al-Issa

As Nações Unidas reiteraram nessa semana (3) seu apelo a um “apoio imediato e de longo prazo” a mais de 100 mil pessoas na cidade síria de Alepo, alertando aos doadores que a assistência poder[a ser interrompida caso os recursos não cheguem.

Na primeira coletiva de imprensa do ano, o porta-voz da ONU em Nova York expressou preocupação com as 116 mil pessoas que se registraram como deslocadas em bairros recentemente tomados pelo governo no leste de Alepo.

“A escala de destruição em Alepo é enorme e precisa de muita ajuda”, disse o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, citando a falta de água e saneamento, bem como eletricidade e habitação, entre as preocupações imediatas.

A ONU e os seus parceiros estão trabalhando em estreita colaboração com o governo para responder a estas e outras necessidades mais urgentes.

Também na terça-feira, a ONU pediu ajuda contra a escassez de água em Damasco, capital síria, onde pelo menos 4 milhões de pessoas na cidade e em áreas vizinhas foram privadas de água desde pouco antes de 25 de dezembro.

A ONU reabilitou e equipou vários poços na cidade e ao redor da cidade. Desde 22 de dezembro, essa é a única fonte de água para toda a cidade, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Enquanto isso, as autoridades haviam ativado locais de emergência para atender às exigências mínimas em Damasco, disse o OCHA em Genebra, com a água sendo entregue rotativamente.


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