Mais da metade da população mundial ainda não tem acesso à Internet

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Relatório divulgado pela Comissão de Banda Larga da ONU para o Desenvolvimento Sustentável mostrou que 3,9 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso à Internet, o equivalente a 53% da população mundial. O documento mostrou que a China continua sendo o maior mercado de Internet, com 721 milhões de assinantes, seguida pela Índia, que ultrapassou os Estados Unidos no setor e agora ocupa a segunda posição, com 333 milhões de pessoas com acesso online.

Relatório da UIT apontou que o percentual de indivíduos utilizando a Internet é de 79,1% na Europa, de 65% nas Américas. Foto: EBC

Metade da população mundial ainda não têm acesso à Internet, diz relatório. Foto: EBC

Relatório divulgado nesta quinta-feira (15) pela Comissão de Banda Larga da ONU para o Desenvolvimento Sustentável mostrou que 3,9 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso à Internet, o equivalente a 53% da população mundial.

 

O relatório revelou ainda que 59% dos brasileiros têm acesso à Internet, ficando em 24º lugar na lista de assinaturas de conexão de banda larga móvel (via celular), com média de 88 assinantes para cada 100 habitantes. O desempenho cai no caso da conexão fixa para apenas 12 assinaturas a cada 100 habitantes.

O relatório da comissão que faz parte da União Internacional das Telecomunicações (UIT) mostrou também que, apesar de liderarem o mercado de Internet, China e Índia, juntas com Indonésia, Paquistão, Bangladesh e Nigéria, representam 55% da população sem acesso à rede.

Lacuna

De acordo com o documento, a conexão à Internet nos países ricos está se aproximando da saturação, enquanto não avança rápido o suficiente nas nações mais pobres.

A comissão confirmou que, de acordo com os dados da UIT, até o final deste ano 3,5 bilhões de pessoas vão ter acesso à Internet, um resultado bem melhor do que os 3,2 bilhões registrados em 2015.

Esse total representa aproximadamente 47% da população global. Segundo o documento, no geral, 91 países têm mais da metade da população online. Em 2015, eram 79.
A conexão ainda é muito fraca na África Subsaariana, com menos de 3% no Chade, em Serra Leoa, no Níger, na Somália e na Eritreia.

Veja aqui o relatório completo (em inglês).


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