Maior comboio humanitário da ONU na Síria apoia 40 mil pessoas

O maior comboio já despachado pela ONU em meio à guerra na Síria chegou na quarta-feira (6) ao assentamento de Rukban, com assistência para mais de 40 mil pessoas deslocadas. O acampamento, próximo à fronteira com a Jordânia, recebeu alimentos, suprimentos de saúde, materiais de higiene e educação, além de vacinas para 10 mil crianças com menos de cinco anos de idade. Os recurso foram transportados em 118 caminhões.

Comboio de 188 caminhões foi o maior já despachado pela ONU na história da guerra da Síria. Foto: ACNUR

Comboio de 188 caminhões foi o maior já despachado pela ONU na história da guerra da Síria. Foto: ACNUR

O maior comboio já despachado pela ONU em meio à guerra na Síria chegou na quarta-feira (6) ao assentamento de Rukban, com assistência para mais de 40 mil pessoas deslocadas. O acampamento, próximo à fronteira com a Jordânia, recebeu alimentos, suprimentos de saúde, materiais de higiene e educação, além de vacinas para 10 mil crianças com menos de cinco anos de idade. Os recurso foram transportados em 118 caminhões.

As já miseráveis condições de vida dos habitantes de Rukban — a maioria é de mulheres e crianças — pioraram com o inverno rigoroso. Pelo menos oito crianças teriam morrido no campo ao longo das últimas semanas.

O despacho do comboio foi fruto de uma parceria entre a ONU e o Crescente Vermelho Sírio. Os mantimentos enviados ao local foram escolhidos de acordo com uma avaliação de necessidades da população, conduzida durante a última entrega de suprimentos, em novembro de 2018. A distribuição da assistência será monitorada pela ONU e seus parceiros a fim de garantir que a ajuda chegue de fato aos civis.

“Essa entrega em larga escala de suprimentos humanitários essenciais aos (indivíduos) extremamente vulneráveis em Rukban não poderia ter acontecido num momento mais oportuno”, afirmou o coordenador-residente da ONU e chefe humanitário da Organização na Síria, Sajjad Malik, em pronunciamento na quarta-feira.

O dirigente explicou, porém, que a operação é apenas uma medida temporária para contornar as necessidades imediatas da população.

“Uma solução de longo prazo, segura, voluntária e digna para as dezenas de milhares de pessoas, muitas das quais estão no assentamento de Rukban por mais de dois anos em condições desesperadas, é urgentemente necessária.”

Segundo relatos da imprensa, nos últimos três anos, milhares de pessoas fugiram para Rukban de regiões da Síria controladas pelo ISIL ou Da’esh. Essas áreas estavam sendo alvo de ataques aéreos da Rússia e da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

O acampamento está localizado numa zona de trégua estabelecida pela coalizão dos EUA e pelas forças dos governos russo e sírio. Esse fator encorajou muitos dos habitantes de Rukban a permanecer no campo, em vez de voltar para as suas casas em áreas sob o governo de Bashar Al-Assad, por medo de retaliações do exército.

A ONU e o Crescente Vermelho vão conduzir uma pesquisa com os moradores do campo para entender suas vontades e prioridades. A consulta será utilizada para pensar soluções que permitam aos deslocados retornar para suas comunidades de origem ou para outro lugar de sua escolha.

As Nações Unidas pediram que todas as partes do conflito permitam o acesso seguro, duradouro e livre de impedimentos às organizações humanitárias que buscam atender às pessoas em necessidade. Essa postura é o que preveem as obrigações dos grupos em guerra estipuladas pelo direito internacional humanitário.


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