Má nutrição poderá afetar mais da metade população mundial até 2030, alerta FAO

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Em reunião de ministros dos países do G7, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, alertou para as múltiplas formas de má nutrição afetando a população mundial. Atualmente, mais de 2 bilhões de pessoas sofrem de alguma forma de deficiência nutricional e cerca de 1,9 bilhão de indivíduos têm sobrepeso — desses, 600 milhões são obesos.

José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO, em encontro de ministros do G7. Foto: FAO

José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO, em encontro de ministros do G7. Foto: FAO

Em reunião de ministros dos países do G7, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, alertou para as múltiplas formas de má nutrição afetando a população mundial. Atualmente, mais de 2 bilhões de pessoas sofrem de alguma forma de deficiência nutricional e cerca de 1,9 bilhão de indivíduos têm sobrepeso — desses, 600 milhões são obesos.

“Cerca de uma a cada três pessoas no mundo sofre de ao menos uma forma de má nutrição, seja a fome, a carência de micronutrientes, o sobrepeso ou a obesidade. A menos que tomemos medidas urgentes e eficazes, mais da metade da população mundial sofrerá no mínimo um tipo de má nutrição até 2030”, alertou o dirigente da agência da ONU em encontro com representantes dos Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido.

Graziano fez um apelo às lideranças por políticas e investimentos capazes de erradicar os problemas de saúde associados ao consumo inadequado de alimentos.

“Transformar os sistemas alimentares para promover dietas saudáveis significa tomar medidas em cada passo da cadeia alimentar, do campo até a mesa. É nossa responsabilidade coletiva garantir que cada habitante desse planeta tenha acesso a alimentos nutritivos, saudáveis e em quantidade suficiente.”

A respeito das causas por trás das taxas crescentes de sobrepeso, o dirigente ressaltou o consumo cada vez maior de comidas processadas. Para o gestor, governos devem estimular a aquisição e o preparo de alimentos frescos entre os consumidores. “Felizmente, muitas cidades do mundo têm se tornado cada vez mais conscientes da importância de promover os mercados locais e também os produtos locais frescos”, acrescentou.


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