Luxemburgo apoia programa da ONU para empoderamento de mulheres venezuelanas no Brasil

Luxemburgo firmou o seu apoio ao programa conjunto “Liderança, empoderamento, acesso e proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio e refugiadas no Brasil”, liderado por ONU Mulheres, em parceria com Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em Roraima.

O acordo foi assinado este mês (12) pela secretária-geral assistente das Nações Unidas e diretora-executiva adjunta da ONU Mulheres, Åsa Regnér, e pelo embaixador Christian Braun. A assistência humanitária tem duração estimada de dois anos, com contribuição de 600 mil euros do governo de Luxemburgo ao programa conjunto implementado pelas três agências da ONU no Brasil.

Mulheres venezuelanas escrevem suas histórias de vida durante atividade em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Mulheres venezuelanas escrevem suas histórias de vida durante atividade em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Luxemburgo firmou o seu apoio ao programa conjunto “Liderança, empoderamento, acesso e proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio e refugiadas no Brasil”, liderado por ONU Mulheres, em parceria com Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em Roraima.

O acordo foi assinado este mês (12) pela secretária-geral assistente das Nações Unidas e diretora-executiva adjunta da ONU Mulheres, Åsa Regnér, e pelo embaixador Christian Braun. A assistência humanitária tem duração estimada de dois anos, com contribuição de 600 mil euros do governo de Luxemburgo ao programa conjunto implementado pelas três agências da ONU no Brasil.

A iniciativa se destina a apoiar o governo brasileiro na resposta adequada às necessidades de mulheres refugiadas e migrantes no Brasil.

Segundo o governo brasileiro, cerca de 5.500 cidadãs e cidadãos venezuelanos vivem em abrigos e mais de 1.000 moram nas ruas em situação de extrema precariedade, sem acesso a água, alimentos e outros serviços básicos, o que limita sua proteção e dignidade. O programa conjunto tem como diferencial a incorporação da dimensão de gênero para atender de forma apropriada as necessidades das mulheres no contexto de crise humanitária.

O programa se articula por meio de três estratégias: criar espaços seguros para mulheres refugiadas e migrantes venezuelanas e brasileiras; criar oportunidades de integração socioeconômica e criar mecanismos para incorporar a igualdade de gênero na resposta humanitária.

Crise humanitária

De acordo com a Polícia Federal brasileira, 96.000 cidadãs e cidadãos venezuelanas solicitaram refúgio ou residência temporária no país. De acordo com as autoridades, em média 500 cidadãos e cidadãs venezuelanas cruzam a fronteira com o Brasil todos os dias.

A ONU Mulheres trabalha em respostas às crises humanitárias complexas em 30 países, para restaurar a dignidade, promover a resiliência de famílias chefiadas por mulheres e oferecer soluções duradouras para refugiados e refugiadas.

Somente em 2016, a ONU Mulheres atendeu 120.000 mulheres e meninas deslocadas e refugiadas no programa global Liderança, Empoderamento, Acesso e Proteção das Mulheres nas Respostas às Crises (LEAP, na sigla em Inglês).