Livro e documentário sobre Sergio Vieira de Mello são lançados no Rio

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A contribuição do diplomata brasileiro Sergio Vieira de Mello para os direitos humanos e o trabalho humanitário globalmente foi tema do livro e do documentário “Sergio Vieira de Mello: o legado de um herói brasileiro”, lançados nesta quinta-feira (16) no Rio de Janeiro.

Morto em 19 de agosto de 2003, em um atentado terrorista em Bagdá, Sergio Vieira de Mello atuou durante mais de 30 anos nas Nações Unidas, tendo como última função o cargo de alto-comissário da ONU para os direitos humanos e de chefe da missão da Organização no Iraque.

A data da morte do diplomata foi escolhida pela ONU como o Dia Mundial Humanitário, lembrado anualmente.

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A contribuição do diplomata brasileiro Sergio Vieira de Mello para os direitos humanos e o trabalho humanitário globalmente foi tema do livro e do documentário “Sergio Vieira de Mello: o legado de um herói brasileiro”, lançados nesta quinta-feira (16) no Rio de Janeiro.

Morto em 2003, em um atentado terrorista em Bagdá que vitimou outros 21 funcionários da ONU, Sergio Vieira de Mello atuou durante mais de 30 anos nas Nações Unidas, tendo como última função o cargo de alto-comissário para os direitos humanos e de chefe da missão da Organização no Iraque.

O livro e o documentário foram lançados no Palácio do Itamaraty, centro da capital fluminense, durante evento que reuniu diplomatas, militares e profissionais das Relações Internacionais. O lançamento teve apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

“Há 15 anos, morria o diplomata brasileiro Sergio Vieira de Mello, vítima de um atentado no Iraque. É algo extremamente triste para seus familiares e amigos, e que também marcou uma mudança para a ONU. Nossa bandeira já não significava mais proteção”, disse o diretor do UNIC Rio, Maurizio Giuliano, durante a abertura do evento.

Segundo Giuliano, o aniversário da morte do diplomata brasileiro é o momento de homenagear aqueles que lutam pela ajuda humanitária internacional e pela defesa dos direitos de civis em meio a conflitos armados.

“Em 2003, o sacrifício dos nossos colegas deu novas bases para a ONU seguir seu trabalho em circunstâncias mais difíceis. (…) Sérgio, com sua liderança como chefe do ACNUDH (Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos) deixou um legado. Este livro mostra esse legado”, salientou.

Escrito pelo jornalista Wagner Sarmento, o livro conta a trajetória de Vieira de Mello e tem o prefácio do político e jurista timorense José Ramos-Horta, vencedor do Nobel da Paz em 1996.

O diplomata brasileiro tornou-se referência em direitos humanos mundialmente por seu trabalho no Timor Leste, sendo responsável por importantes avanços sociais e políticos no país. Ele comandou a missão da ONU que atuou na transição do Timor Leste como um país independente, entre 1999 e 2002.

O documentário dirigido por André Zavarize e conduzido pela ZAZ Produções levou cinco anos para ficar pronto, após mais de 100 entrevistas realizadas em quase 80 mil quilômetros rodados e pesquisas sobre temas como paz e refúgio.

“O projeto surgiu da necessidade de imprimir memória sobre o trabalho de Sergio Vieira de Mello”, disse Zavarize, durante o evento de lançamento. Ele lembrou que o legado do diplomata brasileiro permanece importante em um contexto de mais de 68 milhões deslocados globalmente por conta de conflitos e perseguições.

“Não foi um trabalho fácil, porque se trata de um personagem gigantesco”, declarou Sarmento. “(O projeto) não era só sobre a história do Sergio, mas sobre a história humana. Ele esteve envolvido nos principais conflitos do início deste século”.

Na época de sua morte, Vieira de Mello era representante máximo das Nações Unidas no Iraque e visto como o futuro secretário-geral da ONU, devido à grande habilidade de negociação e paixão pelo trabalho em campo.

Em mensagem de vídeo transmitida durante o evento, o vencedor do Nobel da Paz José Ramos-Horta afirmou que o diplomata era “inspirado pela compaixão aos desfavorecidos”, tinha um “sentimento de solidariedade humana” e era “fiel aos valores e princípios da Carta da ONU”.

“A principal mensagem que o livro e o documentário querem deixar é de que o Sergio vive. Vivemos em um mundo com uma quantidade sem precedentes de refugiados. É urgente manter a memória de Sergio viva”, declarou Sarmento, lembrando que Sergio é uma inspiração para os profissionais que trabalham com refugiados no Brasil.


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