Líderes mundiais se comprometem a apoiar luta da ONU contra exploração sexual e abuso

Líderes mundiais se uniram a entidades das Nações Unidas nesta quinta-feira (27) para reafirmar seu compromisso com os esforços de combate à exploração sexual e abuso por toda a Organização.

Em 2017, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lançou uma nova estratégia para prevenir e acabar com a exploração sexual e o abuso por funcionários da ONU. Um importante elemento dessa nova abordagem foi a criação de um “Círculo de Liderança” de chefes de Estado e de governo para demonstrar, resolver e se comprometer, no nível político mais alto, a erradicar esse flagelo.

Sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto: ONU/Manuel Elias

Sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto: ONU/Manuel Elias

Líderes mundiais se uniram a entidades das Nações Unidas nesta quinta-feira (27) para reafirmar seu compromisso com os esforços de combate à exploração sexual e abuso por toda a Organização.

Em 2017, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lançou uma nova estratégia para prevenir e acabar com a exploração sexual e o abuso por funcionários da ONU. Um importante elemento dessa nova abordagem foi a criação de um “Círculo de Liderança” de chefes de Estado e de governo para demonstrar, resolver e se comprometer, no nível político mais alto, a erradicar esse flagelo.

“Nós das Nações Unidas estamos nos mobilizando para combater a exploração sexual e o abuso em nossos quadros e garantir que o direito e a dignidade das vítimas estejam na frente e no centro”, disse Guterres em vídeo publicado recentemente sobre o tema

Aproximadamente 100 países assinaram voluntariamente pactos com a ONU para combater a exploração sexual e o abuso. O secretário-geral das Nações Unidas nomeou um defensor dos direitos das vítimas na ONU e um coordenador especial para o tema com o objetivo de alinhar esforços pelo Sistema ONU.

Além disso, a ONU ampliou o treinamento de civis, militares e policiais; melhorou e harmonizou investigações; fortaleceu o processo de seleção de pessoal; e garantiu que funcionários considerados culpados de exploração sexual e abuso não pudessem mais conseguir emprego nas Nações Unidas.

A Organização também está melhorando sua conexão com as comunidades e organizações da sociedade civil, para que vítimas e sobreviventes saibam como responder, reportar crimes e encontrar apoio.

“A era do silêncio e do tabu acabou. Todos, incluindo nossos próprios funcionários, precisam se sentir confiantes para reportar acusações de abusos”, disse Guterres. “Acima de tudo, precisamos proteger aqueles que somos mandatados para servir”.

Em 26 de setembro, 69 chefes de Estado e de governo exercendo o cargo atualmente ou no passado são membros do Círculo de Liderança.

Nesta quinta-feira (27), 49 deles, junto com 21 agências da ONU, se uniram ao secretário-geral da ONU na publicação de um comunicado coletivo para reafirmar seu contínuo compromisso pessoal como líderes globais em apoiar os esforços para combater a exploração sexual e o abuso. O Brasil foi um dos países a assinar o comunicado.

“Reconhecemos a responsabilidade única das Nações Unidas para estabelecer os padrões para prevenir, responder e erradicar a exploração sexual e o abuso dentro do Sistema ONU, enfrentar seus impactos efetivamente e de maneira humana, e proteger e empoderar as vítimas”, disseram.

Eles também reconheceram a responsabilidade da ONU e de seus Estados-membros para proteger as vítimas e denunciantes e tomar ações apropriadas contra perpetuadores.


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