Líderes iraquianos devem trabalhar juntos para resolver pendências, afirma ONU

UNAMI pede diálogo e demonstra preocupação com violações de direitos humanos no país. UNESCO condena assassinato de jornalista.

Representante Especial do Secretário-Geral e chefe da Missão da ONU de Assistência ao Iraque (UNAMI), Martin KoblerO Representante Especial do Secretário-Geral e Chefe da Missão da ONU de Assistência ao Iraque (UNAMI), Martin Kobler, ressaltou hoje (10/04) a necessidade de os líderes do país trabalharem juntos para resolver as pendências, incluindo um diálogo nacional, disputas de limites territoriais internos e a situação dos direitos humanos.

Kobler afirmou ao Conselho de Segurança (CS) que a retirada das tropas norte-americanas em dezembro e a recente Cúpula dos Países da Liga Árabe promovida no país foram importantes para o desenvolvimento do Iraque.

Simultaneamente, questões políticas internas e os potenciais efeitos da crise regional, incluindo a da Síria, “continuam representando obstáculos para o Iraque enquanto o país marcha no caminho da recuperação completa”, avaliou o Chefe da UNAMI.

Para Kobler, a conferência nacional proposta pelo Presidente Jalal Talabani pode prover “uma importante oportunidade” para acabar com o impasse atual e prosseguir com um diálogo que poderia solucionar as diferenças políticas. “Peço que todas as partes redobrem seus esforços para fazer desta conferência um sucesso e assegurar que seja realizada com espírito inclusivo, de comprometimento e parceria, no âmbito da Constituição.”

O Chefe da UNAMI destacou preocupação com os direitos humanos em relação a vítimas civis, violência baseada em gênero e a situação de minorias e deslocados.

Unesco condena morte de jornalista

A Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, pediu hoje uma investigação sobre o assassinato do apresentador da Salahaddin TV, Kamiran Salaheddin.

O jornalista iraquiano foi morto por uma bomba colocada sob seu carro, em 2 de abril, em Tikrit. “Sua morte não é apenas um crime contra um indivíduo, mas também contra o universalmente reconhecido direito humano de liberdade de expressão”, afirmou Bokova.