Líderes da Somália alertam que grupos de oposição estariam planejando ataques fora do país

Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Primeiro-Ministro somali diz que pode haver uma “nova e mais perigosa fase dos conflitos”.

O Primeiro-Ministro da Somália, Abdiweli Mohamed Ali, disse neste sábado (24/09) que os grupos de militantes islâmicos que causaram estragos no sul da Somália estão agora planejando ações fora do país. Ele alertou que é preciso haver uma ação conjunta da comunidade internacional para prevenir a disseminação da violência.

Falando no Debate Anual da Assembleia Geral da ONU, Ali disse que enquanto a retirada do grupo Al-Shabaab da capital somali, Mogadíscio, foi positiva, “ela pode dar início a uma nova e mais perigosa fase dos conflitos”, à medida que são usadas cada vez mais “táticas assimétricas, como atentados suicidas e uso de explosivos tendo como alvo a população civil”. Ele fez um alerta para o fato de que o Al-Shabaab e outros grupo filiados à Al-Qaeda estariam planejando ataques à ONU e aos Estados Unidos.

Ali atribuiu à “pequena minoria” como o grupo Al-Shabaab a responsabilidade pelo agravamento da situação da seca em regiões do centro e do sul da Somália, devido às políticas como recrutamento forçado e extorsão de fazendeiros e suas famílias, bem como saque de lojas. O Primeiro-Ministro declarou, no entanto, que os recentes esforços para superar os problemas crônicos do país – instabilidade, rivalidade entre clãs e a falta de governança – deram sinais de esperança de que os militantes podem ser derrotados.

Também neste sábado o Presidente do Governo Federal de Transição (GFT) da Somália, Sheikh Sharif Sheikh Ahmed, se reuniu com o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, para discutir progressos na política e na segurança no país, bem como a situação humanitária pelo Chifre da África e o atual problema da pirataria na região.