Líderes da ONU se comprometem a erradicar o assédio sexual no ambiente de trabalho

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Líderes no Sistema das Nações Unidas prometeram aumentar seus esforços para acabar com o assédio sexual em seus ambientes de trabalho, garantindo uma abordagem de tolerância zero, de modo que abusadores sejam responsabilizados e equipes se sintam seguras para relatar incidentes.

Bandeira das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York. Foto: ONU/Mark Garten

Bandeira das Nações Unidas na sede da ONU em Nova York. Foto: ONU/Mark Garten

Líderes no sistema das Nações Unidas prometeram em abril aumentar seus esforços para acabar com o assédio sexual em seus ambientes de trabalho, garantindo uma abordagem de tolerância zero, de modo que abusadores sejam responsabilizados e equipes se sintam seguras para relatar incidentes.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, em nota a correspondentes emitida por seu porta-voz, “reiterou que estava seriamente preocupado com todas as alegações de assédio sexual nas Nações Unidas e faz da resolução desse problema uma prioridade”.

“Assédio em qualquer forma ofende os princípios que defendemos como organização e diminui nossos valores centrais e trabalho”, acrescentou Guterres ao Conselho de Chefes Executivos da ONU (CEB), que realizou um encontro em Londres. O evento contou com a presença de 31 chefes-executivos de agências, fundos e programas da ONU.

O encontro incluiu uma sessão especial para discutir o tema do assédio sexual, liderada pelo secretário-geral. Ele reafirmou seu comprometimento pessoal com uma política de tolerância zero à prática.

Em declaração, os chefes do CEB afirmaram que assédio sexual resulta de uma cultura de discriminação e privilégio, baseada em desigualdade de gênero, e que não há espaço para tais práticas no Sistema as Nações Unidas.

Eles também reiteraram seu compromisso coletivo à tolerância zero em casos de assédio, ao fortalecimento da prevenção centrada na vítima e em esforços de resposta, para manter um ambiente de trabalho seguro e inclusivo.

Além disso, o Conselho se comprometeu a realizar ações em três áreas centrais: denúncias, investigação e processos de decisão. Medidas incluem mecanismos como linhas telefônicas 24 horas para denunciar e garantir acesso a apoio, além da instituição de procedimentos rápidos para receber, processar e lidar com reclamações. E, também, prover treinamentos mandatórios.

O secretário-geral disse em nota que “está conferindo grande poder às mulheres” em todo o Sistema ONU, com mais mulheres do que homens agora nos principais cargos de gestão.


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