Lideranças pedem mais esforços para popularizar acesso a internet

Quarenta e oito porcento da população mundial já acessa a internet, mas 3,9 bilhões de pessoas ainda estão desconectadas — e não há perspectiva de melhora nesse cenário até o final do ano. A previsão é da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Ao lado de outras agências da ONU, líderes da indústria e de governos, o organismo fez um apelo no final de semana (17) por mais esforços em prol da popularização da rede.

Mais da metade da população mundial não tem acesso a internet. Foto: PEXELS

Mais da metade da população mundial não tem acesso a internet. Foto: PEXELS

Quarenta e oito porcento da população mundial já acessa a internet, mas 3,9 bilhões de pessoas ainda estão desconectadas — e não há perspectiva de melhora nesse cenário até o final do ano. A previsão é da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Ao lado de outras agências da ONU, líderes da indústria e de governos, o organismo fez um apelo no final de semana (17) por mais esforços em prol da popularização da rede.

“Países (que são) pioneiros digitais estão indo ainda mais longe, ao passo que países em desenvolvimento estão, no geral, sendo deixados para trás. Além disso, diferenças nas velocidades de transmissão estão aumentando. E ainda não há nenhum progresso visível de que as lacunas de gênero estejam se fechando”, alertou o chefe da UIT, Houlin Zhao, durante encontro da Comissão da ONU sobre Banda Larga para o Desenvolvimento Sustentável, em Nova Iorque.

Segundo a instituição, no mundo em desenvolvimento, a internet deverá alcançar 41,3% da população até o final de 2017. Nos países menos desenvolvidos, o índice não passará dos 17,5%.

Também presente no evento, a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, defendeu que a revolução digital seja uma revolução de desenvolvimento. Para isso, será necessário expandir o acesso às tecnologias de comunicação e informação (TICs).

“Precisamos que a banda larga supere abismos e não os torne mais fundos, especialmente para meninas e mulheres. Precisamos de uma banda larga que garanta acesso igualitário a educação, que melhore a qualidade do aprendizado em todo o mundo porque esses sãos os fundamentos mais fortes para a sustentabilidade e a paz”, disse.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou o trabalho da Comissão da ONU sobre Banda Larga e pediu a seus integrantes que se empenhem em mapear um caminho no qual a internet inclua toda a humanidade e avance a dignidade das pessoas. O organismo das Nações Unidas foi criado há sete anos para garantir que todos tenham acesso às TICs e que as novas tecnologias contribuam para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.


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