Líbia: ONU pede pausa humanitária para entrega de assistência

Expressando profunda preocupação com os civis capturados em Bengasi, no leste da Líbia, o enviado especial da ONU para o país, Martin Kobler, pediu pausa humanitária para que ajuda da ONU e de parceiros possa chegar às pessoas em necessidade urgente. Ele também defendeu que a trégua é necessária para criar uma passagem segura para os civis que querem deixar a região.

Uma peça publicitária promove a conscientização dos resíduos explosivos de guerra na cidade de Bengasi, na Líbia. O sinal foi criado pela ONG Handicap International, com o apoio do UNICEF. Foto: UNICEF / Marta Ramoneda

Uma peça publicitária promove a conscientização dos resíduos explosivos de guerra na cidade de Bengasi, na Líbia. O sinal foi criado pela ONG Handicap International, com o apoio do UNICEF. Foto: UNICEF / Marta Ramoneda

Expressando profunda preocupação com os civis capturados em Bengasi, no leste da Líbia, o enviado especial da ONU para o país, Martin Kobler, pediu na quinta-feira (6) uma pausa humanitária, para que ajuda da ONU e de parceiros possa chegar às pessoas em necessidade urgente.

Ele também defendeu que a trégua é necessária para criar uma passagem segura para as pessoas que querem deixar a região. De acordo com relatos, os civis estão sofrendo com a escassez de alimentos, de água e de medicamentos.

“A proteção dos civis é prioridade número um das Nações Unidas aqui”, disse Martin, em um comunicado emitido pela Missão de apoio da ONU na Líbia (UNSMIL).

O enviado especial enfatizou que as mulheres e crianças que desejam deixar a região devem ser autorizadas a deixar suas cidades, de modo a criar o primeiro passo para a evacuação de todos os civis e prisioneiros em Ganfouda.

Kobler destacou que a UNSMIL vem trabalhando para dar suporte ao processo de mediação na Líbia e para minimizar o sofrimento em Ganfouda. “Estamos prontos para dar apoio ao processo de evacuação”, disse.

O enviado especial ainda observou que a Missão apoia a luta contra as organizações terroristas e disse que esses esforços devem ser realizados em consonância com as leis internacionais.

“O uso de civis como escudo humano e a realização de ataques indiscriminados são proibidos pelo direito internacional humanitário. Tais violências devem ser consideradas crimes de guerras sob a jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI), e os autores desses delitos devem ser responsabilizados”, concluiu.