Libéria e ONU debatem potencial da alimentação escolar para combater a fome

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Para discutir como as refeições servidas em colégios podem combater a fome e estimular a agricultura, a ONU e o governo da Libéria realizaram a Conferência Nacional de Atores da Alimentação Escolar. Evento debateu estratégias para ampliar o fornecimento de comida em centros de ensino, transformando esforços locais em uma política nacional.

Jovem de 13 anos recebe refeição em escola pública do Condado de Bomi, na Libéria. Foto: PMA/Ricci Shryock

Jovem de 13 anos recebe refeição em escola pública do Condado de Bomi, na Libéria. Foto: PMA/Ricci Shryock

Para discutir como as refeições servidas em colégios podem combater a fome e estimular a agricultura, a ONU e o governo da Libéria realizaram em julho (27) a Conferência Nacional de Atores da Alimentação Escolar. Evento debateu estratégias para ampliar o fornecimento de comida em centros de ensino, transformando esforços locais em uma política nacional.

O Centro de Excelência contra a Fome das Nações Unidas participou do encontro e apresentou seu trabalho de cooperação Sul-Sul, que divulga experiências bem-sucedidas de alimentação escolar em países em desenvolvimento. Organismo internacional defende que programas de nutrição busquem fornecedores entre agricultores familiares locais.

Durante a conferência, especialistas e gestores reconheceram que essa estratégia é eficiente e tem potencial para oferecer um mercado estável e confiável aos pequenos produtores agrícolas. Ao utilizar alimentos cultivados localmente, o programa de alimentação escolar ajuda os agricultores a progressivamente ampliar sua produção, a fim de atender outros mercados consumidores. Para o Centro de Excelência, a medida pode eliminar a fome na Libéria, a longo prazo.

Outro impacto positivo da alimentação escolar é a melhoria dos indicadores educacionais. As taxas de matrícula, retenção e conclusão dos ciclos básicos de ensino aumentam quando as crianças são alimentadas nos colégios. As taxas de saúde e nutrição também melhoram.

No evento, o governo da Libéria realizou uma Revisão Estratégica de Fome Zero para identificar problemas na resposta do país africano à desnutrição. Autoridades se comprometeram a ampliar a alocação orçamentária para o fornecimento de refeições em centros de ensino, além de garantir que os recursos sejam utilizados na aquisição de alimentos produzidos localmente. O país africano também vai liderar o diálogo em todos os níveis, com o objetivo de defender a alimentação escolar junto a ministérios, parceiros de desenvolvimento e empresas.

O Estado planeja ainda estabelecer uma plataforma multissetorial para coordenar a operacionalização de um programa nacional de alimentação escolar. Gestores preveem atividades de cooperação Sul-Sul para ampliar as capacidades institucionais e de recursos humanos em áreas como nutrição, educação, saúde, agricultura, gênero e governança.

A conferência teve a participação do ministro das Relações Exteriores da Libéria, George Weah, de representantes do governo e do Parlamento, União Africana, do Programa Mundial de Alimentos (PMA), de outras agências das Nações unidas, de parceiros de desenvolvimento, ONGs, agricultores familiares e setor privado.


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