Líbano: ONU lamenta prorrogação das eleições em meio à crescente insegurança política do país

Parlamento adia mandato até 2017 para evitar um “vácuo institucional”. Secretário-geral da ONU pede que Parlamento acelere escolha de novo presidente.

Mãe de refugiados sírios espera na fila com seu filho para receber ajuda em Arsal, no Líbano. Foto: ACNUR/M. Hofer

Mãe de refugiados sírios espera na fila com seu filho para receber ajuda em Arsal, no Líbano. Foto: ACNUR/M. Hofer

“É de se lamentar que o Líbano, com a sua forte tradição democrática, continua incapaz de realizar sua eleição parlamentar,” disse o enviado especial da ONU para o Líbano, Derek Plumbly, sobre a decisão do Parlamento do país em prorrogar seu mandato até 2017.

Segundo ele, a medida poupou a nação de vivenciar um “vácuo ainda mais grave” nas instituições do Estado, porém, lamentou que as eleições tenham sido adiadas em meio à crescente insegurança política do país.

Na ocasião, o enviado especial afirmou que a ONU continua disposta a apoiar os preparativos para as eleições parlamentares no Líbano a qualquer momento.

Plumby disse ainda que o secretário-geral da ONU solicitou ao Parlamento que eleja, sem mais demora, o novo presidente, acrescentando que este passo é fundamental para unir o país e enfrentar desafios atuais.

Em meio à crise política, Plumby elogiou a tranquilidade das autoridades do país em lidar com as ameaças terroristas no sul e ao longo da linha azul, que separa o Líbano de Israel, bem como também o crescente número de refugiados que buscam abrigo no país devido ao conflito na Síria.

O enviado especial também se reuniu com o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, para informá-lo sobre o relatório do secretário-geral da ONU, divulgado nesta quinta-feira (6), sobre a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU de 2006, que determinou o fim da luta no Líbano entre o exército de Israel e o Hizbollah.