Líbano: ONU demonstra preocupação com ataques na cidade de Sidon

Violência estaria relacionada com embates entre o exército e apoiadores de liderança religiosa. Tensões sectárias no país crescem como resultado dos conflitos na vizinha Síria.

Coordenador especial da ONU para o Líbano, Derek Plumby. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Coordenador especial da ONU para o Líbano, Derek Plumby. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Em declaração por meio de seu porta-voz nesta segunda-feira (24), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar acompanhando com grande preocupação os acontecimentos mais recentes na cidade de Sidon, no sul do Líbano. No local, ataques contra as Forças Armadas libanesas ocasionaram perdas graves no exército.

“O secretário-geral lembra a todas as partes no Líbano de sua responsabilidade para evitar o conflito e defender os princípios do respeito mútuo e da convivência a fim de preservar a unidade nacional do Líbano”, disse o porta-voz em um comunicado.

De acordo com relatos da mídia, os conflitos em Sidon eclodiram em razão de embates, que começaram no domingo (23), entre o exército e apoiadores de uma liderança religiosa. As tensões sectárias no país estão em ascensão como resultado do conflito na vizinha Síria.

Mais cedo nesta segunda, o coordenador especial da ONU para o Líbano, Derek Plumbly, e representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU lamentaram os recentes acontecimentos.

Plumbly e os embaixadores da China, Estados Unidos, França, Reino Unidos e Rússia “foram unânimes em lamentar o desafio recente ao Estado de Direito em Sidon e os recentes ataques contra as Forças Armadas libanesas ali e em outros lugares”, disse o porta-voz da ONU, Eduardo del Buey.

Em março, Plumbly falou ao Conselho de Segurança em uma reunião a portas fechadas sobre o último relatório do secretário-geral sobre a resolução 1701.

Essa resolução, que encerrou a guerra de 2006 entre Israel e o grupo libanês Hezbollah, apela para o respeito pela chamada ‘Linha Azul’, que separa Israel e Líbano, o desarmamento de todas as milícias no país da capital Beirute e o fim ao contrabando de armas na região.

Embora a resolução tenha sido amplamente respeitada desde o fim da guerra, houve pouco progresso em direção a um cessar-fogo permanente.