Líbano: Ataque a funcionários de tribunal apoiado pela ONU não deterá investigadores, afirma comunicado

Tribunal apoiado pelas Nações Unidas, criado para julgar suspeitos dos assassinatos em 2005 do ex-primeiro-ministro libanês Rafiq Hariri e outras 22 pessoas, condenou o ataque da manhã desta quarta-feira (27/10) contra três dos membros do seu pessoal em Beirute, afirmando que o incidente não vai impedir a investigação dos casos.

Ex-primeiro-ministro libanês Rafiq Hariri, assassinado em 2005. Foto: ONU.O tribunal apoiado pelas Nações Unidas, criado para julgar suspeitos dos assassinatos em 2005 do ex-primeiro-ministro libanês Rafiq Hariri e outras 22 pessoas, condenou o ataque da manhã desta quarta-feira (27/10) contra três dos membros do seu pessoal em Beirute, afirmando que o incidente não vai impedir a investigação dos casos.

Dois investigadores do Gabinete do Procurador do Tribunal Especial para o Líbano e seu intérprete foram assistir a uma reunião em um consultório médico em Beirute como parte da investigação, quando um grupo grande de pessoas “apareceu de forma inesperada” e atacou violentamente três funcionários.

“O ataque desta manhã em Beirute contra os funcionários do Tribunal Especial para o Líbano é uma tentativa deplorável de obstruir a justiça”, declarou o órgão em um comunicado à imprensa. “Aqueles que realizaram o ataque devem saber que a violência não irá deter o Tribunal Especial para o Líbano, um tribunal de justiça, de cumprir o seu mandato”.

De acordo com o Gabinete do Procurador, vários itens pertencentes aos funcionários foram roubados durante o ataque. O exército libanês removeu os três membros da equipe e os trouxe de volta em segurança para o escritório do Tribunal, onde receberam assistência médica.

“O Gabinete do Procurador leva este incidente muito a sério e está investigando o ocorrido”, afirmou um representante do Gabinete, acrescentando que as autoridades libanesas iniciaram uma investigação.

O Tribunal é um órgão independente que foi criado na sequência de uma investigação realizada pela Comissão de Investigação Independente Internacional (IIIC), após uma missão da ONU ter concluído que o próprio inquérito do Líbano sobre o atentado em fevereiro de 2005, que matou Hariri e os outros, era seriamente falho e que a Síria foi a principal responsável pelas tensões políticas que precederam o ataque.