Leitura é alternativa de lazer individual para jovens de Centro Socioeducativo

Sentar tranquilamente e ler um livro sozinho. Esta tem sido uma atividade agradável para muitos e muitas de nós nessa quarentena. Fã de gibis, Antônio *, de 17 anos, também tem feito isso. Ele está lendo o livro A Viúva Negra, que conta a trajetória de viúvas de terroristas do estado islâmico cujos maridos morreram em combate. Marcelo*, de 16 anos, lê Percy Jackson e Os Olimpianos, que conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Ele já teve o hábito de ler livros e revistas bíblicas.

Os adolescentes lêem na Biblioteca do Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Ji-Paraná, em Rondônia. Com as atividades em grupo e as aulas suspensas em função da pandemia da COVID-19, leituras individuais estão sendo promovidas pela equipe do CASE, como uma opção de lazer para os adolescentes.

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Sentar tranquilamente e ler um livro sozinho. Esta tem sido uma atividade agradável para muitos e muitas de nós nessa quarentena. Fã de gibis, Antônio *, de 17 anos, também tem feito isso. Ele está lendo o livro A Viúva Negra, que conta a trajetória de viúvas de terroristas do estado islâmico cujos maridos morreram em combate. Marcelo*, de 16 anos, lê Percy Jackson e Os Olimpianos, que conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Ele já teve o hábito de ler livros e revistas bíblicas.

Os adolescentes lêem na Biblioteca do Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Ji-Paraná, em Rondônia. Com as atividades em grupo e as aulas suspensas em função da pandemia da COVID-19, leituras individuais estão sendo promovidas pela equipe do CASE, como uma opção de lazer para os adolescentes. A biblioteca ainda não foi inaugurada e o projeto era que ela servisse para leituras em grupo, seguidas de debates. Com a pandemia, foi necessário adaptar a proposta.

Antônio acredita que a leitura “distrai a mente” e é uma oportunidade de aprendizado. Marcelo concorda que têm sido bom sair do alojamento e que é possível aprender nestes momentos. Ambos afirmam que após a quarentena, seguirão frequentando a biblioteca, mesmo com o retorno das demais atividades.

Cristiano Cabral, psicólogo do Centro que acompanha a atividade, corrobora: “Eles estão encantados pela leitura individual”. Segundo ele, o ambiente criado é tão agradável que os adolescentes nem sentem o tempo passar e se surpreendem quando acaba o horário estipulado para a leitura. Ele explica que a leitura é feita em esquema de revezamento e há jovens ansiosos na fila.

A biblioteca faz parte do projeto Dê um livro para uma nova história. A unidade tinha um espaço para biblioteca, mas faltavam os livros e os equipamentos. Assim, surgiu a ideia de buscar recursos para isso, segundo a diretora técnica do CASE, Ivone Cristina Soares, que participou da elaboração do projeto. Como forma de despertar o interesse pela leitura, os jovens participaram da escolha dos livros que seriam comprados.

Atendimento online – Além dos livros, a biblioteca conta com um computador, usado nos atendimentos virtuais com a Defensoria Pública de Ji-Paraná. Atualmente, a defensora pública Lívia Iglesias conversa com os adolescentes sobre os processos e estabelecendo com eles uma relação de confiança. Ela ressalta a importância da retomada dos atendimentos de forma virtual – anteriormente, ela ia ao Centro uma vez por semana.

“Eles querem saber de muita coisa ou apenas conversar”, diz Lívia. Segundo ela, que atua há cinco anos na área da infância e da adolescência, foi possível perceber como o contato proporcionado pela tecnologia lhes deixou mais tranquilos. Os jovens avaliam que a conversa online é “quase a mesma coisa” que a presencial.

Projeto Uirapuru – A estruturação da biblioteca foi uma das propostas selecionadas pelo projeto Uirapuru, do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Rondônia e Acre em parceria com o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS). O CASE recebeu recursos da conversão de multas destinadas ao projeto pelo MPT local e apoio técnico do UNOPS para a compra de livros, mobiliário e computador para a criação do espaço.

Com o Uirapuru, o MPT pretende aumentar o impacto social de suas ações, promovendo projetos que contribuam para o bem-estar social das pessoas da região, alinhados aos temas estratégicos de sua agenda e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, compromisso firmado pelos países para promover a vida digna para todas e todos.

(*) Nomes fictícios