Legisladores votam em prol do fortalecimento das medidas dos direitos de saúde reprodutiva

A saúde sexual é discutida por dois dias em Conferência no Egito.

A saúde sexual é discutida por dois dias em Conferência no Egito.

Parlamentares de 115 países se comprometeram numa reunião apoiada pela ONU em promover campanhas para a saúde sexual e reprodutiva assim como os direitos da mulher.

Os dois dias de reunião em Addis Ababa na Etiópia tiveram o imenso apoio dos legisladores e ministros sobre os princípios e objetivos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento que ocorreu no Cairo em 1994 quando 179 governos reconheceram explicitamente a saúde reprodutiva e sexual como um direito humano.

“Nós estamos aqui para garantir maior progresso no avanço dos direitos humanos inclusive no direito à saúde sexual e para responsabilizar também os governos ausentes.” – disse ontem o Diretor-Executivo do Fundo de População da ONU, Thoraya Ahmed Obaid durante a quarta conferência global dos parlamentares sobre a população e seu desenvolvimento.

As estimativas da ONU em 2005 eram de que a cada minuto uma mulher morreria de complicações relacionadas à gravidez e ao parto, resultando em uma mortalidade anual de 500 mil pessoas e quase todas elas ocorreriam em países em desenvolvimento.

Cerca de 400 parlamentares que participaram da conferência tem o compromisso de apoiar serviços de saúde acessíveis e econômicos que promovam o planejamento familiar, prevenção de HIV e bem-estar das mulheres. Os participantes também se comprometeram a aumentar o financiamento em pelo menos 10 por cento nos orçamentos nacionais para o desenvolvimento da população, e também fazer uma revisão das leis e práticas que continuam a restringir o acesso à saúde sexual e reprodutiva bem como os direitos das mulheres para decidir como e quando elas dão à luz.

“Os participantes adotaram por unanimidade o Termo de Compromisso Addis Ababa em que eles se comprometem a exercer suas responsabilidades em supervisionar a quebra de silêncio em torno da discriminação de gênero além de promover os direitos sexuais e reprodutivos das populações” disse em release oficial o UNFPA-Fundo de População das Nações Unidas.

Os delegados disseram que mesmo tenho tido progressos no acesso ao bem estar sexual em âmbito universal, até 2015 alguns países terão avançado muito pouco nesse campo. Além disso, a urgência para agir tem sido agravada por conflitos, ocupação estrangeira e questões emergentes, incluindo mudanças climáticas, desafios demográficos, degradação ambiental, e crise alimentar e financeira.