Lançamento do Estado Mundial das Cidades 2008/2009

Aconteceu no último dia 22 de outubro o lançamento do relatório bianual do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), o Estado Mundial das Cidades 2008/2009. O documento foi apresentado simultaneamente em Londres (Inglaterra), Bangkok (Tailândia) e Rio de Janeiro, e contém dados e análises que levam a compreender o funcionamento das cidades e como a comunidade global pode incrementar a qualidade de sua habitação.

Lançamento do Estado Mundial das Cidades 2008/2009Aconteceu no último dia 22 de outubro o lançamento do relatório bianual do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), o Estado Mundial das Cidades 2008/2009. O documento foi apresentado simultaneamente em Londres (Inglaterra), Bangkok (Tailândia) e Rio de Janeiro, e contém dados e análises que levam a compreender o funcionamento das cidades e como a comunidade global pode incrementar a qualidade de sua habitação.

A Diretora do Escritório Regional para América Latina e o Caribe do ONU-HABITAT, Cecília Martínez Leal, apresentou o estudo no Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). O tema da publicação deste ano é a harmonia nas cidades, que, segundo o relatório, não pode ser alcançada somente com prosperidade e benefícios, mas baseia-se em dois princípios: eqüidade e sustentabilidade.

De acordo com o ONU-HABITAT, a América Latina e o Caribe é o continente mais urbanizado do mundo, sendo que a característica do desenvolvimento urbano na região é o crescimento rápido de algumas cidades pequenas, o que leva a um crescimento desigual. Martínez afirmou que Brasil, Colômbia e México são os países do continente que mais concentram desigualdade em suas cidades, e enfrentam desafios como o fornecimento de água potável, serviços de saneamento e transporte.

A Diretora afirmou que uma das maneiras de aliviar o problema consiste em realizar mais investimentos em áreas carentes. “Os investimentos públicos e privados devem estar dirigidos às zonas de mais pobreza. Não se deve concentrar nas áreas mais ricas porque isso só favoreceria a quem já tem os recursos. Creio que isso é o mais importante”, ela disse.

Após a realização da apresentação, Martínez respondeu a perguntas da imprensa. O relatório Estado Mundial das Cidades 2008/2009 pode ser adquirido aqui.