Lacunas em compromissos de países desenvolvidos impedem progresso dos Objetivos do Milênio, diz ONU

Publicação mostra que em 2013 apenas 135 foram entregues dos 315 bilhões de dólares previstos através de um compromisso assumido por vários países.

Estatísticas do novo relatório mostram que muitas metas já foram cumpridas, como o aumento do acesso a fontes melhoradas de água potável. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Estatísticas do novo relatório mostram que muitas metas estão no caminho certo, como o aumento do acesso às fontes melhoradas de água potável. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

A ONU divulgou um novo relatório nesta quinta-feira (18) sobre o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que termina em 2015, alertando que, apesar de muitas metas terem sido cumpridas, ainda existem muitas lacunas persistentes, como compromissos firmados pelos países desenvolvidos que não foram cumpridos, estão dificultando o avanço das ações.

Produzido por uma Força Tarefa para os ODM e copresidido pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA) junto com o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD), o relatório “O Estado da Parceria Global para o Desenvolvimento” acompanha a entrega dos compromissos listados pelos países para o avanço dos ODM.

A publicação mostra que em 2013 apenas 135 bilhões de dólares foram entregues do estimado 315 bilhões de dólares, firmados por um compromisso feito por vários países, que doariam 0,7% do seu rendimento nacional bruto (RNB).

“Peço a todos os governos e as instituições internacionais que continuem fortalecendo a parceria global para o desenvolvimento para que possamos alcançar um futuro mais sustentável”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Na ocasião, ele pediu aos líderes e cidadãos para “avançar com ousadia” para erradicar a pobreza, elevar os padrões de vida e sustentar o meio ambiente.

Estatísticas mostram que muitas metas já foram cumpridas, como a redução da pobreza, o aumento do acesso às fontes melhoradas de água potável, a melhoria das pessoas que vivem no subúrbio e o alcance da igualdade de gênero no ensino primário. No entanto, o documento comprova diversas disparidades, como o acesso à banda larga móvel, que deve chegar a 84% nos países desenvolvidos e ainda mal ultrapassa os 21% nos países em desenvolvimento.