Jovens precisam de ferramentas para criar mundo mais sustentável, diz presidente do ECOSOC

Jovens precisam de “habilidades, valores, empregos e meios de subsistência que os empoderem” para que possam ajudar a criar um mundo mais sustentável, disse na segunda-feira (8) a presidente do Conselho Social e Econômico das Nações Unidas (ECOSOC), na abertura do oitavo Fórum Anual da Juventude, em Nova Iorque.

“Precisamos responder urgentemente aos desafios de nossos tempos: acesso à educação de qualidade, desemprego, desigualdade, exclusão social e mudança climática”, afirmou Inga Rhonda King em discurso. “Não podemos alcançar tudo isso apenas na ONU. Estamos todos juntos neste barco”.

Sob o tema “Empoderados, Incluídos e Iguais”, o fórum reuniu no início desta semana (8 e 9) mais de 500 participantes, entre jovens, ativistas e representantes governamentais de todo o mundo para debater o papel da juventude na promoção dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O Fórum da Juventude do Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) é uma plataforma para jovens líderes do mundo compartilharem ideias para avançar na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Foto: ONU/Evan Schneider

O Fórum da Juventude do Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) é uma plataforma para jovens líderes do mundo compartilharem ideias para avançar na Agenda 2030. Foto: ONU/Evan Schneider

Jovens precisam de “habilidades, valores, empregos e meios de subsistência que os empoderem” para que possam ajudar a criar um mundo mais sustentável, disse na segunda-feira (8) a presidente do Conselho Social e Econômico das Nações Unidas (ECOSOC), na abertura do oitavo Fórum Anual da Juventude, em Nova Iorque.

“Precisamos responder urgentemente aos desafios de nossos tempos: acesso à educação de qualidade, desemprego, desigualdade, exclusão social e mudança climática”, afirmou Inga Rhonda King em discurso. “Não podemos alcançar tudo isso apenas na ONU. Estamos todos juntos neste barco”.

Sob o tema “Empoderados, Incluídos e Iguais”, o fórum reuniu no início desta semana (8 e 9) mais de 500 participantes, entre jovens, ativistas e representantes governamentais de todo o mundo para debater o papel da juventude na promoção dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O evento também serve como plataforma para compartilhar ideias para avançar na Agenda de Ação de Addis Abeba, de financiamento ao desenvolvimento, e no Acordo de Paris para o clima.

Os resultados e discussões do fórum serão utilizados como subsídio para a tomada de decisão durante o Fórum Político de Alto-Nível do ECOSOC, direcionado a diplomatas, chefes de Estado e de governo.

Quatro brasileiros participaram da edição deste ano do Fórum Anual da Juventude: Thânisia Cruz, do Distrito Federal, Maria Eduarda Couto, de Pernambuco, Mauricio Peixoto, de Brasília, e Caio Medina, da Bahia.

Os brasileiros também foram convidados a compor a plenária de dois eventos paralelos ao Fórum, abordando o papel da juventude na promoção da paz e de espaços urbanos seguros.

Embora tenha destacado sinais encorajadores a respeito dos Objetivos, King ressaltou novas evidências que sugerem que “o mundo ainda não está no caminho de cumprir muitos dos ODS até 2030”.

A presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, definiu o Fórum da Juventude como “um dos mecanismos mais importantes para jovens moldarem a Agenda 2030”.

Destacando que o mundo precisa de cooperação inclusiva entre gerações, ela afirmou que a contribuição de 1,8 bilhão de jovens do mundo todo é crucial para o sucesso em 2030. Um grande desafio a ser enfrentado é a situação de desemprego de jovens em Estados afetados por conflitos. No total, 64 milhões de jovens desempregados estão nestes países, que abrigam um terço dos jovens no mundo.

“Não há limite para o que esta geração, a maior, mais instruída, mais aberta globalmente pode fazer”, afirmou.