Jovens latino-americanos se reúnem em Foz do Iguaçu para discutir voluntariado

Jovens da Argentina, Brasil, Chile, México e Paraguai reuniram-se em Foz do Iguaçu em julho (14) para a Conferência Latino-Americana do Rotaract’s Clubs, organização voltada para promover o voluntariado entre pessoas de 18 a 29 anos. Evento contou com o apoio do Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) e abordou as metas da ONU para erradicar a pobreza e combater as mudanças climáticas.

Voluntários de diferentes países reuniram-se em Foz do Iguaçu para série de atividades e palestras sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Foto: PNUD

Voluntários de diferentes países reuniram-se em Foz do Iguaçu para série de atividades e palestras sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Foto: PNUD

Jovens da Argentina, Brasil, Chile, México e Paraguai reuniram-se em Foz do Iguaçu em julho (14) para a Conferência Latino-Americana do Rotaract’s Clubs, organização voltada para promover o voluntariado entre pessoas de 18 a 29 anos. Evento contou com o apoio do Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) e abordou as metas da ONU para erradicar a pobreza e combater as mudanças climáticas.

“O voluntariado é a melhor ferramenta que temos para que todos participem ativamente dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS. A Agenda 2030 precisa ser localizada. Ela é criada de forma global, mas cada cidade, cada estado e cada país vai adaptá-la às suas necessidades”, defendeu a associada do UNV no Brasil, Monica Villarindo, em palestra realizada durante o encontro.

Ao longo de dois dias, a conferência promoveu debates, apresentações de artigos e projetos. Iniciativas deviam incluir os ODS em seu planejamento. O Programa de Voluntários das Nações Unidas tem uma parceria com o Rotaract’s Clubs para a divulgação das metas globais.

“Faltava entender onde os projetos estavam impactando e quem eles atingiam. Quando iniciamos a parceria e começamos a oportunizar o conhecimento dos ODS nos clubes de Rotaract, tínhamos como intenção dar mais suporte teórico a esses projetos, para que fossem mais estruturados, saíssem do ponto de vista assistencialista e fossem mais impactantes”, explicou o presidente do Rotaract’s Clubs, Deivid Forgiarini.

O Rotaract no Brasil foi pioneiro na adoção dos ODS em seus eventos e agora pretende expandir o conceito para outros clubes da organização, espalhados por 170 países. “A ideia é que, a partir dessa experiência brasileira da parceria com o Programa de Voluntários da ONU e do uso dos 17 ODS, possamos levar isso às outras agências e coordenações regionais da nossa organização, para que se multiplique”, diz Forgiarini.

Rafaella Cogrossi, de Foz do Iguaçu, foi uma das participantes da conferência, onde apresentou um projeto de sua autoria realizado na cidade. A iniciativa propõe workshops de reintegração e um dia de cuidados de beleza e saúde com mulheres recém-egressas do sistema penitenciário.

Segundo Rafaela, foi um programa feito “de mulheres para mulheres”. Durante o evento, ela teve a oportunidade de relacionar sua ação com alguns dos Objetivos da ONU — entre eles, Saúde e Bem-Estar (ODS 3), Redução das Desigualdades (ODS 10) e Igualdade de Gênero (ODS 5).

A jovem disse perceber que os voluntários do Rotaract começaram a mudar de visão após conhecerem os ODS. “Dessa forma, vamos conseguindo mudar a mentalidade. Saber o que são os ODS, ao lê-los e entendê-los de uma maneira maior, permitirá que qualquer um possa encaixá-los (em seus projetos de voluntariado) e gerar mudança pelo menos nesse aspecto em sua região, o que já será uma mudança muito grande”, afirma.