Jovens artistas desenham um mundo onde a bondade vence o coronavírus

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciou nesta quinta-feira (23) os vencedores do seu primeiro Concurso de Arte “Juventude com os Refugiados”, lançado em abril de 2020 em meio à pandemia da COVID-19, com objetivo de incentivar jovens de 12 a 25 anos a refletir criativamente sobre o tema: “Todos importam na luta contra o vírus, incluindo refugiados”.

Mais de 2.000 participantes de 100 países enviaram desenhos e histórias em quadrinhos, e 25% deles eram refugiados ou solicitantes de refúgio.

“Chuva de amor” por Faida, 20 anos, Ruanda.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciou nesta quinta-feira (23) os vencedores do seu primeiro Concurso de Arte “Juventude com os Refugiados”, lançado em abril de 2020 em meio à pandemia da COVID-19, com objetivo de incentivar jovens de 12 a 25 anos a refletir criativamente sobre o tema: “Todos importam na luta contra o vírus, incluindo refugiados”.

Mais de 2.000 participantes de 100 países enviaram desenhos e histórias em quadrinhos, e 25% deles eram refugiados ou solicitantes de refúgio.

“Quando os países fecharam suas fronteiras em razão da COVID-19, os jovens nos perguntaram como ajudar o ACNUR enquanto permaneciam em casa”, disse Pauline Eluère, que liderou a iniciativa do ACNUR. “Lançamos o concurso para inspirá-los a usar suas criatividades em prol de uma boa causa. E achamos que uma ótima maneira de dar vida a suas mensagens seria animar algumas de suas obras. ”

Os sete desenhos vencedores foram transformados em animações pelo estúdio japonês SPEED INC.

O ACNUR também está concedendo cinco prêmios regionais, outros cinco prêmios na categoria cartoons e 20 menções especiais.

Todos os vencedores estão recebendo uma caixa de lápis oferecida por Caran d’Ache, uma fabricante suíça de canetas, lápis e acessórios de escrita com renome mundial – parceira do ACNUR na realização do concurso de arte. Segundo a chefe de comunicação e digital da empresa, Catherine Bagnoud, a Caran d’Ache se orgulha de apoiar o concurso de arte do ACNUR. “Quando a arte é dedicada a servir uma causa que está próxima ao nosso coração, cumprimos nosso dever de apoiá-la”.

Os autores dos desenhos compartilharam reflexões poderosas e mensagens de solidariedade sobre suas próprias criações. Confira:

“Super-heroína dos refugiados” – Noémie, 16 anos, França

“Este concurso chamou minha atenção pelo seu propósito de inspirar esperança e solidariedade e por sua capacidade de aumentar a conscientização enquanto ficamos em casa. Minha super-heroína é uma mulher inspirada em uma garota refugiada sudanesa que vi andando sob a chuva em um post no Instagram.

Minha criação não é apenas para essa garota, mas para todos os refugiados; eu admiro suas histórias únicas e a coragem que têm. Minha super-heroína também tem uma perna de metal que, a princípio, é uma lesão, mas agora é seu poder mais forte, pois seus medos agora são sua força”.

“Combate ao vírus e aos estereótipos” – Nesime, 16 anos, Grécia (do Afeganistão)

“É verdade que o coronavírus agora faz parte das nossas vidas, mas não devemos nos preocupar. Devemos é lutar juntos para derrotá-lo. Eu agora moro na Grécia. As pessoas têm uma imagem de mim em suas mentes, mas eu sou quem sou”.

“Raio de esperança” – Mukah, 24, Camarões

“O surto de coronavírus e a crise no meu país me motivaram a participar. Minha obra de arte chama-se Raio de Esperança. Um grupo de refugiados à esquerda mostra os atingidos pela guerra.

Através de doações de países e de pessoas que se importam, o ACNUR pode ajudar refugiados. Essa boa ação alcança a eles como um raio de esperança para um futuro melhor, mostrando também que eles são importantes para o nosso mundo”.

“Proteção em todos os lugares” – Alfa, 25 anos, Quênia (da República Democrática do Congo)

“Sou uma refugiada congolesa que vive no Quênia. Eu queria, por meio do meu desenho, comunicar que a solidariedade é a melhor maneira de proteger a vida de todos no mundo contra esta pandemia, incluindo refugiados”.

“Amor gera amor” – Maria, 23 anos, Chipre

“A garota do desenho oferece amor ao menino refugiado. Por sua vez, ele transmite o amor ao pai. O pai é médico e oferece amor a uma paciente que está sofrendo por coronavírus. Finalmente, a paciente, agora saudável, oferece amor a filha, que é a garota que aparece no desenho original”.

“Mundo sombrio, coração azul” – Mayu, 16 anos, Japão

“Meu desenho mostra duas mãos se unindo para proteger um menino refugiado, inspirado na bandeira do ACNUR. Há um céu escuro cheio de problemas e vírus no fundo. Mas as pessoas se uniram para formar uma prisão que os bloqueia.

O garoto tem um buraco no coração, mas os corações das pessoas de todo o mundo se derramam para criar um coração azul profundo. Há tantos que ele não pode segurá-los. Você também pode imaginar que o garoto envia esse amor de volta. O potencial de uma criança é imensurável”.

“Chuva de amor” – Faida, 20 anos, Ruanda

“Os refugiados em um acampamento estão ansiosos para receber um coração que simboliza o amor. Apenas por um momento, o amor é suficiente para resolver os problemas deles e esse é o amor que vem de todos os lugares – é por isso que vem do céu“.